Arqui promove ações de conscientização sobre a exploração de animais silvestres

Arqui promove ações de conscientização sobre a exploração de animais silvestres

Natália Venâncio

30 de agosto de 2021 | 09h24

Foco de alunos do Arquidiocesano é o trabalho realizado pelo Santuário de Elefantes Brasil

Após diversas discussões sobre a importância da “prática da empatia”, os estudantes do 5º ano do Colégio Marista Arquidiocesano decidiram, por meio de votação, lançar um carinhoso olhar aos animais.

Depois de uma troca de ideias e pesquisas, ficou definido que os alunos iriam se aprofundar a respeito dos animais cativos em situação crítica (animais em cativeiro, circo e contrabandeados).

O trabalho foi orientado pela coordenadora pedagógica Lilian Gramorelli e conduzido pela professora Roberta Costa e faz parte do desenvolvimento do Projeto de Intervenção Social (PIS) da turma, uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender as necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

“Chegamos então a um imenso e encantador animal: o elefante. Com isso, nasceu o projeto: “Abrace esta tromba!”, revela Roberta de Souza Costa. A docente ainda explica que uma reportagem de televisão despertou nos alunos a curiosidade sobre os elefantes.

Com o objetivo de enriquecer o trabalho, a professora entrou em contato com o Santuário de Elefantes Brasil, localizado na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, considerado o primeiro Santuário de elefantes na América Latina, conduzido por organizações internacionais, dirigidas por renomados especialistas nesses animais. O biólogo do Santuário, Daniel Fernando de Moura, inclusive, veio ao Arquidiocesano para um bate-papo, tirando as dúvidas das crianças sobre como vivem os animais.

“Com isso, os alunos puderam refletir a respeito da privação que os elefantes sofrem ao serem retirados de seu habitat, podendo conhecer e compreender o documento sobre Direito dos animais”, explica Roberta Costa.

Os alunos estão conversando com colegas de outras turmas sobre ações de conscientização para que, por meio da educação, todos entendam que a população não deve colaborar com a exploração e que animais silvestres não sejam mais adquiridos. Uma exposição de fotos sobre os animais do Santuário será realizada no Colégio para a comunidade escolar. Devido aos protocolos de controle e prevenção da Covid-19, a atividade não será aberta para o público externo.

“O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais”, frisa a professora.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.