Ano letivo começa com Camar (Caminhada Marista),  encontro de formação para professores

Ano letivo começa com Camar (Caminhada Marista), encontro de formação para professores

Paulo Adolfo

30 Janeiro 2017 | 17h57

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Como em todos os anos, o Colégio Marista Arquidiocesano organizou a Camar (Caminhada Marista) para os professores de 23 a 27 de janeiro. O primeiro dia de atividades aconteceu na chácara da escola, em São Bernardo do Campo (SP). De início, momentos de espiritualização foram feitos pela Pastoral e os novos colaboradores (professores, auxiliares e estagiários) foram apresentados aos funcionários mais antigos.

Foi exibido um vídeo do Irmão Emili Turú sobre os 200 anos do Instituto Marista  e Valentin Fernandes, Diretor Geral do Marista Arquidiocesano, falou sobre a importância de os colaboradores desenvolverem a escuta, de modo a ouvirem e apontarem soluções. Daniel Mundukuru, escritor indígena, graduado em Filosofia, com licenciatura em História e Psicologia abordou a temática “Não somos donos da teia da vida, apenas um de seus fios…”. Lições importantes foram captadas, como a importância de conseguirmos manter a mente silenciosa e vivermos o presente.

No dia 24, a atualização aconteceu no Salão Nobre da instituição de ensino. O fio condutor das apresentações foi o uso de tecnologias em sala de aula. Jarbas Novelino Barato, Doutor em Educação pela Unicamp e Mestre em Tecnologia Educacional pela San Diego State University, esclareceu que tecnologia é uma questão de cabeça e não apenas de equipamentos, ela pressupõe imaginação. Novelino comentou também sobre um conceito criado por ele, a WebGincana, modelo de organização de informações para usos estruturados de recursos da internet em educação.

Na sequência da palestra, professores divulgaram alguns cases interessantes de uso de tecnologia em sala de aula. A professora Paula Meira Arruda, da Educação Infantil, falou sobre o uso do tinytap (plataforma de criação de jogos) no projeto da construção do terrário. Segundo ela, o mais interessante foi o fato de os pais terem acesso à plataforma e poderem conhecer de perto o projeto dos pequenos.

O uso de tablets no 7° ano foi abordado pela professora Ester Addelnur Camargo. Para estudar as civilizações da América pré-colombiana, os alunos utilizaram a tinytap e show me (plataforma de slides animados e de navegação). Toda sequência de trabalhos ficou guardada na plataforma de estudo. O professor Gustavo S. Lisboa falou sobre ensino híbrido e sobre o uso da plataforma blackboard. O professor de química do Ensino Médio Gerson Hideo Ito tratou do assunto ‘avaliação’, incitando a plateia a refletir sobre se há um sistema avaliativo mais eficaz. A professora Viviane Dias dos Santos, de Língua Portuguesa, mostrou como utiliza tecnologia com o 8° ano em projeto de leitura, que é um dos desafios do século XXI (o programa contemplou leitura de clássicos e produção de curtas-metragens).

No dia 26, o tema abordado foi “O contemporâneo e a discussão da BNCC – Base Nacional Curricular Comum. Participaram da ocasião: Ricardo Maris, da Umbrasil, pedagogo e mestre em educação e doutor em sociologia; Marcos Garcia Neira, licenciado em Educação Física e Pedagogia com Mestrado e Doutorado em Educação; João Rezende, ex-aluno, formado em Ciências Sociais pela USP e Direito pela Mackenzie.

“O que se espera da escola? Vivemos em tempos nos quais há excesso de novidades – e a tecnologia está inserida nesse contexto – e de excelência performática. A grande questão é que essa meta performática acaba sendo reducionista”, afirmou Ricardo Maris. O mestre afirmou ainda que a escola está em descompasso com a velocidade das mudanças e daqui a pouco ficaremos em dúvida sobre o que é real e o que é virtual.

De acordo com Marcos Garcia Neira, qualquer currículo está inserido em um ciclo de políticas. Ele comentou sobre o surgimento do Plano Nacional de Educação em 2014 e sobre a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), considerada a primeira experiência no mundo a dar diretrizes sobre a política nacional de formação de professores, materiais, infraestrutura e avaliação da Educação Básica. Segundo ele, importante salientar que a Base (BNCC) não oferece conteúdos, mas sim objetivos de aprendizagem. Ao final da manhã, a fonoaudióloga da Unifesp Fabiana Zambom falou sobre a saúde vocal dos docentes.

E no dia 27 de janeiro, último dia da Camar, tivemos formação para professores de Ciências da Natureza (reorganização do currículo disciplinar e interdisciplinar: aulas em sala e em laboratórios), conduzida por Maurício Pietrocolla, da USP. Houve também reuniões de série para todos os segmentos da escola.