Alunos do Arqui gravam vídeos com mensagens de incentivo para pacientes internados em hospital no Paraná

Alunos do Arqui gravam vídeos com mensagens de incentivo para pacientes internados em hospital no Paraná

Natália Venâncio

17 de janeiro de 2022 | 10h01

Turma do 4º ano do Colégio Marista Arquidiocesano gravou mensagens que foram levadas aos pacientes por meio de um robô “humano” 

Os pacientes do Hospital Universitário Cajuru, localizado na capital paranaense, receberam visitas especiais. Os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, do Colégio Marista Arquidiocesano, estiveram por lá, virtualmente, levando mensagens de apoio, motivação e força para a superação das dificuldades durante o período de internação. O Hospital Universitário Cajuru faz parte do Grupo Marista, atendendo exclusivamente o Sistema Único de Saúde (SUS), com importante papel na formação dos novos profissionais para a área da saúde.

O trabalho foi orientado pela coordenadora pedagógica Lilian Gramorelli e conduzido pela professora Erica Guimarães Ribeiro. Faz parte do desenvolvimento do Projeto de Intervenção Social (PIS) da turma, uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

As crianças pediram autorização para a equipe do hospital para ter contato com os pacientes e foram prontamente atendidas. Primeiro buscaram entender a dinâmica de atendimento e o ambiente de um hospital universitário e depois produziram mensagens que continham desde palavras de incentivo e suporte emocional até truques de mágica e piadas, que chegaram até os pacientes por meio de vídeos.

Essas mensagens foram exibidas aos pacientes pelo “Robios”, um robô que circula pelos corredores do hospital, interagindo com os pacientes.  Desde maio de 2020, o “Robios” integra a equipe do Cajuru. Ele se movimenta, tem expressões faciais e pode ser facilmente acoplado a equipamentos eletrônicos como tablets, celulares e computadores. Totalmente programável, é operado à distância por um colaborador, o que diminui o entra e sai nos leitos e, consequentemente, o risco de contágio.

“Durante o período crítico da pandemia, foi a única forma de contato das pessoas internadas com o mundo exterior. Ele permite a experiência de autoatendimento humanizado e os alunos puderam levar esse conforto para os pacientes de forma segura”, explica a professora Erica Guimaraes Ribeiro. “O uso terapêutico da tecnologia nos possibilitou levar alegria para pessoas que estão passando por um momento delicado durante a internação hospitalar”, completa.

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