Alunos do Arqui demonstram na prática que planejamento urbano também é coisa de criança

Alunos do Arqui demonstram na prática que planejamento urbano também é coisa de criança

Natália Venâncio

28 de julho de 2022 | 16h15

Projeto de produção de maquete será concluído em etapas, com uso da tecnologia para desenvolver também o modelo virtual de uma cidade  

Crianças adoram jogos de peças de montar. E podem dar a eles novos formatos e atribuições. Alunos de três turmas do período Integral do Colégio Marista Arquidiocesano estão construindo uma maquete e usando a tecnologia para desenvolver o projeto virtual de uma cidade.

A professora Cristiane Peixoto Lins observou que as crianças, de 7 e 8 anos de idade, pegavam as peças dos jogos de montagem, o material escolar, além de recicláveis para fazer “construções”, como casas, estradas ou produzir decoração para a sala de aula, com sofás, camas e até luminárias. Percebendo a habilidade dos alunos e seguindo uma proposta interdisciplinar, a docente sugeriu que as crianças formatassem a maquete de uma pequena cidade. Paralelo a isso, os pequenos passaram a estudar sobre planejamento urbano, podendo compreender o que são ruas, bairros e como uma cidade se organiza. A atividade envolve ainda o trabalho de mais duas docentes: Cristina Kei Kurita e Luciana de Jesus de Souza da Silva.

“A turma começou a sugerir o que seria importante uma cidade ter para oferecer qualidade de vida para seus moradores. Eles falaram sobre saneamento básico e acessibilidade como fatores essenciais para o desenvolvimento de uma comunidade. A intenção é montar a maquete destacando essas características”, explica Cristiane Peixoto Lins.

Eles foram até as salas de Tecnologia do Arquidiocesano para planejar a cidade em um modelo virtual, usando o Minecraft, antes de ir para o projeto físico.

O trabalho será feito em várias etapas. “Queremos utilizar um drone para fazer imagens da Vila Mariana, bairro em que se localiza o colégio e também fazer uma caminhada pelo entorno, para que as crianças possam visualizar como a área em que estamos localizados foi planejada”, revela a professora.

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