Alunos criam projeto para valorizar a cultura indígena

Alunos criam projeto para valorizar a cultura indígena

Natália Venâncio

28 de setembro de 2020 | 13h54

Atividade desenvolvida no Marista Arquidiocesano partiu da curiosidade das crianças sobre as tradições dos povos tradicionais brasileiros

Alunos do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Arquidiocesano, engajados na temática pós-pandemia “O futuro que queremos”, estão produzindo um projeto denominado “Salvem os indígenas. Eles são parte de nós!”, que visa reconhecer aspectos culturais para conscientizar a população da importância e do respeito às comunidades tradicionais.

Nas aulas de História, Geografia e Língua Portuguesa, os estudantes tiveram contato com diversos materiais – textos, reportagens, vídeos – relacionados aos povos originários. Com isso, alguns questionamentos surgiram: por que os indígenas fazem parte do grupo de risco (na pandemia do novo coronavírus)? Como os indígenas cuidam dos idosos?  Por que é importante proteger esses povos? Como podemos ajudá-los? O que eles precisam atualmente?

Como objetivo geral, a professora responsável pelo projeto, Michele Assunção Rodrigues, pretende fazer uma retomada dos aspectos culturais indígenas, visando conscientizar a sociedade sobre a importância de protegê-los. “Além disso, iremos proporcionar aos alunos a oportunidade de pesquisar sobre a influência desses povos na nossa cultura e analisar a situação atual das aldeias, buscando alternativas de intervenção social e utilizando a tecnologia como aliada em todo o processo”, explica a docente.

A turma realizou também uma videoconferência com a pastoralista do colégio Hortência Novais, que trabalhou com os povos indígenas Guarani-Kaiowás e Terenas, nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados (MS). Ela pode compartilhar com a turma um pouco de sua vivência e experiência no assunto.

De acordo com Michele, o diálogo irá permitir que os alunos conheçam mais profundamente sobre o atual contexto desses grupos. “Nesse momento de pandemia, muitas aldeias estão passando por necessidades, pois as atividades turísticas, venda de artesanato e oficinas culturais estão suspensas. Em nossas pesquisas, descobrimos que muitas comunidades recebem doações de alimentos, mas ainda necessitam de ajuda com produtos de limpeza e higiene”, esclarece.

Para ela, com o desenvolvimento desse projeto, os alunos ampliarão seus conhecimentos acerca das diferentes culturas indígenas e das especificidades que envolvem o tema. “Assim, terão condições de compreender melhor a importância de respeitar e intervir a favor desse grupo social, por muitas vezes excluído de nossa sociedade”, frisa.

Em parceria com a Pastoral Indigenista da Arquidiocese de São Paulo e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a turma também irá organizar uma campanha de arrecadação de produtos de limpeza, higiene e fraldas que serão encaminhados para a aldeia Urui’ty, no município de Miracatu, no Vale do Ribeira (SP).

As atividades fazem parte do Projeto de Intervenção Social (PIS) do Colégio, uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender as necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

Em meio ao distanciamento social, atualmente as aulas, ao vivo, estão ocorrendo em ambiente virtual.

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