Vestibulares, escolhas, angústias e tropeços

Colégio FAAP

04 de dezembro de 2020 | 14h16

Em educação, persiste uma sazonalidade recorrente, mas inadiável: com a proximidade dos grandes vestibulares, milhares de jovens são defrontados com escolhas para as quais, muitas vezes, não foram preparados convenientemente.

No Colégio FAAP, como objetivo pedagógico, cuidamos, desde a primeira série do ensino médio, de dar suporte e orientação vocacional para que os nossos alunos possam encarar essa fase vital de suas vidas de forma consciente. Trabalho extremamente delicado de orientação e apoio que só pode ser bem sucedido com o auxílio de variadas ferramentas e com o incondicional apoio das famílias.

Conscientizar os jovens das pressões externas, das fantasias de sucesso, enfim, de todas as miragens que a mídia e as influências sociais subliminares exercem é tarefa delicada e paciente pela contraposição de forças poderosas.

Desde a orientação para o autoconhecimento (pré-condição para qualquer escolha), passando pelo imenso espectro das tendências de mercado, até palestras dos coordenadores, professores e “experimentações” nos cursos superiores da FAAP, nossos alunos chegam ao final do Colégio com mais certezas do que dúvidas, situação oposta à maioria dos jovens.

Da mesma forma, fazer o vestibulando ter consciência de que a escolha da faculdade deve ser orientada pela análise de um conjunto de varáveis também não é tarefa simples. Fazer com que o jovem perceba que cada instituição tem um projeto pedagógico específico a ser considerado pelas suas próprias aspirações, que tem uma cultura peculiar e que “movimentos de rebanho”, tão comuns entre os jovens, podem levá-lo a escolhas inadequadas.

Nunca esquecendo que os nossos vestibulandos, mais do que antes, apresentam menos maturidade. A escolha de uma profissão “para o resto da vida” é um passo mais sujeito a mais equívocos em nossos dias.

Da mesma forma, nunca é demasiado insistir de que o erro é uma das mais efetivas formas de aprender e, neste caso, o importante é dissociá-lo do fracasso. Perceber que uma carreira é um projeto de vida, que tempo e dinheiro são importantes, mas não vitais, mas que buscar o seu próprio caminho pode ser procurar atalhos, reconsiderar escolhas, superar obstáculos e, sobretudo, decidir com autonomia.

Angústia, tensão e medo são sentimentos normais ante as grandes provações, mas não podem ser nem maiores do que a busca pela realização, nem meros compromissos sociais satisfeitos pela aprovação em qualquer vestibular.

 

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

 

Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br

 

 

 

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