Um ponto essencial do contrato de prestação de serviço educacional: a confiança

Um ponto essencial do contrato de prestação de serviço educacional: a confiança

Colégio FAAP

23 Fevereiro 2018 | 15h21

Nossa incapacidade cultural de separar coisas de essências diversas, mas de formas semelhantes, nos leva a erros comprometedores. Somos engolidos por um mar de papéis contratuais que, muitas vezes, assinamos por inércia, não nos dando conta que, em muitos deles, assumimos compromissos que vão muito além da letra morta.

Ao matricularmos nossos filhos em uma instituição escolar, estamos dando nosso aval a um projeto pedagógico. Assumimos que aceitamos a visão de mundo dessa instituição, que as ferramentas pedagógicas de que se valerá para apoiar a educação de nossos filhos são adequadas, ou seja, de que confiamos nessa escola.

O que nos leva a esses comentários –  e outros que desfiaremos a seguir –  é toda uma experiência diária que demonstra que uma maior atenção aos compromissos assumidos com a escola evitaria desgastes comprometedores.

Já na apresentação da escola, é vital que os responsáveis pelo aluno busquem se inteirar de tudo o que possa envolver a educação de seus filhos, sem deixar nada ao acaso e, sobretudo, para evitar surpresas indesculpáveis. Lamentavelmente, acontece de pais serem surpreendidos pelo desconhecimento dos critérios de avaliação, ou das rotinas disciplinares, causas mais comuns dos desgastes nas relações com as escolas.

Um ponto que merece destaque pela gravidade das consequências é o da omissão das famílias sobre problemas de seus filhos. Por receio de que sejam “marcados” ou por medo de que possam ser rejeitados, a ausência desse tipo de informação, além de comprometer todo o trabalho pedagógico, é uma demonstração inaceitável de falta de confiança na escola. Quantas não foram as vezes que, desconhecedores de dificuldades anteriores dos estudantes, tivemos nosso trabalho comprometido e nossos esforços mal direcionados.

Havendo qualquer resquício de dúvida quanto à plena adequação de uma escola para a formação de seus filhos, pense bem, pois isso será uma incoerência comprometedora da essência do educar.

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

 

Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br