Um bom, mas incômodo conselho de férias

Colégio FAAP

07 Janeiro 2019 | 10h43

Neutralizar maus hábitos e, sobretudo, preconceitos, é ação que deve constar no manual elementar dos educadores.

Nesse período de recesso, me obriga o retorno a um tema tabu: o da qualidade das férias.

Numa hierarquia inexpugnável, férias devem significar maior convívio familiar, lazer, mas tudo isso não implica, necessariamente, em anulação pedagógica. Explicando: parece que o último dia de aula é o marco para se incinerar livros e, com eles, tudo o que remete a estudo.

Evidentemente que, longe de alguns “hidrófobos educacionais”, não se pode pensar em sessões de revisão de matérias ou outras “atitudes herodianas”. Mas existem inúmeras possibilidades de conferir luzes educacionais a esse período tão ansiado.

Nas viagens, museus e logradouros históricos, bem trabalhados pelas famílias, trazem incomensurável riqueza cultural. Se tais propostas possam parecer absurdas, transformar um roteiro turístico numa sucessão de informações que a concretude da viagem comprova é a forma mais lúdica de se evitar um “passeio emburricador”, que transforma viagens de férias num grande shopping de inutilidades caras pelo seu parco valor.

Aqui, um “parêntese maldito”, mas indefectível para um professor: uma bem escolhida seleção de textos interessantes, que faça com que o tempo ocioso possa ser disputado com as redes sociais e os games eletrônicos, pode criar ou recuperar uma muito desejável atitude, a leitura.

Não podia deixar de sonhar!!!

No limite das condições materiais, voltar os olhares para o entorno, a começar pela própria família, passando pela nossa cidade, pode ser a valorização plena e factível do recesso escolar!

 

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

 

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