Recuperação final: mitos e riscos

Recuperação final: mitos e riscos

Colégio FAAP

28 Novembro 2016 | 18h16

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Mais uma vez, venho aqui trazer às famílias um pouco dos bastidores do processo escolar para que a sinergia entre pais e escola, indispensável na educação, se preserve.

Como em muitas etapas do processo letivo, a recuperação final também fica comprometida pelo “folclore de corredor”, cultivado pelos alunos, e que pode trazer riscos: conhecer a “carpintaria” da avaliação escolar criteriosa é essencial para dar ao processo a transparência que o educar exige.

Mesmo considerando as limitações que o processo final de recuperação traz, em termos de tempo disponível, tratamentos judiciosos e individualizados permitem ao aluno preencher pequenas lacunas em seu aproveitamento escolar mais úteis para o amadurecimento, do que para “reposições ou suplementações de conhecimento”.

Entre as inverdades que envolvem as recuperações finais, a mais difundida e a menos perigosa é a de que “quem fica de recuperação final já está aprovado”. Em qualquer instituição séria o aluno é levado a essa etapa quando o Conselho de Classe resolve conceder a ele uma oportunidade de provar que tem condições de aprovação, caso contrário, a recuperação estaria revestida de um inaceitável conteúdo punitivo para um aluno já aprovado.

Na outra ponta das interpretações falaciosas, temos aquelas que afirmam que “a recuperação final é, apenas, uma forma de adiar uma reprovação inevitável”. No mesmo contexto das escolas sérias, dar a um estudante uma falsa esperança numa situação terminal seria de uma crueldade sem qualquer fundamento ético.

Assim, é vital que alunos e famílias entendam que, esse curto espaço de tempo deve ser dedicado, integral e intensamente na busca de resultados, ou seja, na demonstração de que, eventuais lacunas foram superáveis “acidentes de percurso”.

 

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP.
Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

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