Pondo à prova critérios de avaliação

Colégio FAAP

22 de outubro de 2021 | 14h30

Os critérios de avaliação e de aprovação são eternos e delicados desafios na educação. Precisam ser repensados neste complexo contexto de rupturas que enfrentamos.

Desnecessário recolocar as novas variáveis que criaram situações inimagináveis nesse “universo paralelo” da pandemia. Urge recriar o que a exceção aniquilou, se impõe adequar ao novo o que não se pode, por enquanto, extinguir por inaproveitável.

Estabelecer hierarquias para atender a essa nova ordem de prioridades é algo de que depende a sobrevivência de inúmeras instituições e se impõe à educação de forma inexorável porque, nela, o tempo agiganta equívocos.

Com o uso intensivo da tecnologia da informação, novas experiências didático-pedagógicas ampliaram ou diminuíram o uso de ferramentas, revelando limites, bem como, dando valor a abordagens tradicionais que se imaginava inadequadas. Ficaram muito mais claros os limites entre instrumentos e objetivos de aprendizagem que o “moderno” havia mascarado e confundido.

Nessa linha de urgências agudizadas pelo aproximar do fim do ano letivo, os critérios de aprovação devem merecer caráter prioritário enquanto fatores de determinação de vitórias ou fracassos. Imensas legiões ficaram profundamente marcadas por julgamentos pedagógicos distantes da justiça e contrários a quaisquer princípios educacionais elementares.

Educar é, antes de tudo, promover o crescimento do educando, dar a ele o incentivo, o suporte e a orientação para o seu desenvolvimento: nada disso pode ser confundido com leniência, ou ausência de disciplina, mas como estrito respeito aos ritmos de cada estudante visto como indivíduo, sujeito da educação e apartado de referências irreais e absurdas.

Todas essas considerações se tornam mais dramáticas quando constatamos reprovações por décimos de pontos; quando assistimos à “ditaduras docentes” que pautam suas tiranias ancoradas na “caneta vermelha” enquanto meio para afirmar apoderes ilegítimos, pois absurdos no espaço educador.

Na emersão de um verdadeiro caos civilizatório no qual tudo que se imaginava sólido e indiscutível foi abalado, o conviver com o inusitado, obrigando o educador a adaptar, abruptamente, seus recursos pedagógicos, submeteu o estudante à improvisação.

No contexto desse caos, a escola deve rever, com muito cuidado, a obtenção da essência de seus objetivos pedagógicos e, dentre eles, pela urgência do calendário, a aprovação dos educandos.

No sentido de superar esses impasses, a Equipe Pedagógica do Colégio FAAP tem se reunido, sistematicamente, para avaliar, cada estudante, por uma ótica ainda mais individualizada, sem parâmetros precedentes que nos caracteriza pelo cuidado e, sempre, pela avaliação integral do aluno – única medida pedagógica de promoção.

 

 

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

 

Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br

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