Os fundamentos da civilidade: nossa maior dívida com os nossos professores

Os fundamentos da civilidade: nossa maior dívida com os nossos professores

Colégio FAAP

19 Outubro 2018 | 15h38

 

Filho de professor, marido de professora e pai de professor tive a felicidade de respirar educação no ventre materno e, após mais de meio século vivendo e refletindo o educar, cheguei a algumas conclusões pétreas: um pouco que é demasiado em tempos do imponderável.

Vamos a elas! Se educar é apoiar, incentivar, apresentar de forma atrativa os fundamentos das ciências e, sobretudo, provocar o pensar crítico e criativo, tudo isso nasce da ação exemplar do mestre – sem o que todo o resto é letra morta que a vida consome.

Cotejando a longa lista de meus professores, encontrei entre eles mestres, seres humanos que deixaram profundas marcas na construção positiva de seus alunos, imprimindo imagens de solidez eterna.

Nessa arqueologia da gratidão tentei identificar os traços comuns que perenizaram tais  professores e, por mais que a lembrança de seus conhecimentos, por mais que momentos marcantes de suas disciplinas tenham impressionado minha memória, havia algo mais importante.

Por que a imagem desses mestres foi e é tão querida?

A resposta emergiu com a singeleza da verdade. Esses queridos mestres do panteão de minha vida me viam como um ser humano que merecia respeito, me concederam a confiança que eu precisava para crescer. Pelo seu exemplo engrandecedor me senti  sujeito de mim mesmo, não me envergonhei, mas aprendi com os meus erros. Por eles tive a certeza de que nenhum conhecimento tem valor se não elevar o ser humano.

 

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

 

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