“O Inglês não é mais considerado um diferencial em uma entrevista de emprego”

“O Inglês não é mais considerado um diferencial em uma entrevista de emprego”

Colégio FAAP

24 de maio de 2019 | 09h57

A professora do Colégio FAAP, Terezinha Lopes Ferreira, fala sobre o ensino da língua inglesa, principalmente em um mundo globalizado

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, dominar um segundo idioma continua sendo importante em muitas entrevistas de emprego. Mas, para a professora do Colégio FAAP, Terezinha Lopes Ferreira, isso não é considerado, hoje em dia, um diferencial do candidato. “Os recrutadores partem do pressuposto que o candidato já domina o Inglês, sendo considerado um pré-requisito na maioria dos processos seletivos”, diz.

À frente da disciplina desde 2012, a professora destaca que, quanto maior a exposição à língua, melhor será a aprendizagem. Para tanto, utiliza em suas aulas diversos recursos, como músicas e vídeos, além de sempre falar com os alunos na língua estrangeira e estimular que eles façam o mesmo.

Confira a entrevista da professora concedida ao Blog do Colégio FAAP:

Há sete anos no Colégio FAAP, a professora Terezinha utiliza diversos recursos para ensinar inglês para seus alunos (Foto: Fernando Silveira / FAAP)

 

Como são as aulas de inglês no Ensino Médio?

As aulas de Inglês no Ensino Médio ocorrem por meio de uma abordagem comunicativa. As aulas são dadas em Inglês e os alunos são estimulados a se expressarem nessa língua o tempo todo.

Trabalhamos as quatro habilidades da comunicação – ouvir, falar, ler e escrever – por meio de atividades sempre contextualizadas e com enfoque na comunicação oral e escrita. Para isso, utilizamos diversos recursos, como músicas, vídeos, atividades em pares ou grupos, sempre visando mais interatividade entre os alunos.

Como apoio às aulas, utilizamos livros importados e adotados internacionalmente, garantindo, assim, excelentes resultados.

Em geral, há alunos com diferentes níveis de inglês em uma sala de aula. Como administrar isso?

Isso geralmente ocorre. Porém, no Colégio FAAP, trabalhamos com dois níveis de proficiência linguística. Por meio de um teste escrito e um teste oral aplicados no início do ano, dividimos os alunos em dois grupos: alunos de nível Intermediário e alunos de nível Avançado. As aulas são realizadas ao mesmo tempo. Porém, temos dois professores, um para cada grupo.

Essa divisão é muito importante, pois dessa forma temos grupos homogêneos, e o desenvolvimento dos alunos acontece de maneira muito mais eficaz.

Como é feita a avaliação dos alunos quanto ao aprendizado da língua?

A avaliação é feita de forma contínua. Os alunos são avaliados de forma ampla em todas as atividades executadas em sala de aula. Essas atividades abrangem a comunicação escrita e oral. Temos também duas avaliações formais: uma mensal e outra bimestral. Nessas avaliações, estão incluídos o uso do Inglês, vocabulário, gramática e leitura.

Quais as principais dificuldades encontradas pelos alunos?

Os alunos do Colégio FAAP, de um modo geral, têm muito contato com a Língua Inglesa, em viagens, cursos de línguas e em seu dia a dia. Eles estão acostumados a ouvir músicas em inglês, além de assistir a séries e filmes sem legendas. Portanto, mesmo os alunos de nível Intermediário não enfrentam grandes dificuldades.

Existem requisitos básicos para falar e escrever bem em inglês?

Acredito que, para qualquer tipo de aprendizado, não só para o aprendizado de uma língua, o primeiro ponto a ser considerado é a motivação. É a partir dela que desenvolvemos a aprendizagem. Além disso, o contato com a língua é muito importante, isto é, quanto maior a exposição à língua, mais rápida será a aprendizagem.

É possível dizer que o mundo globalizado facilita o ensino do inglês?

Sim, pois a Língua Inglesa está presente cada vez mais em nosso dia a dia. Esse fato cria uma motivação muito maior para a aprendizagem. Os alunos sentem cada vez mais a necessidade de aprender, para que também façam parte desse mundo globalizado. Além disso, hoje em dia o Inglês não é mais considerado como uma segunda língua, como um diferencial, por exemplo, em uma entrevista de emprego. Os recrutadores partem do pressuposto de que o candidato já domina o Inglês, sendo considerado um pré-requisito na maioria dos processos seletivos.

 

 

 

 

 

 

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