O imprescindível, inadiável e difícil diálogo entre escola e famílias

Colégio FAAP

14 de fevereiro de 2020 | 12h32

Criar nas famílias de nossos novos alunos o hábito de uma comunicação constante e aberta com o Colégio é uma das tarefas iniciais e decisivas do ano letivo. Nossas “famílias veteranas” já têm o bom hábito do diálogo aberto e sistemático que permite um processo de aprendizagem e de formação alicerçados nos principais atores envolvidos.

Desde a entrevista de recepção dos novos alunos, nosso Colégio busca criar uma cultura de diálogo franco e, durante o restante da vida escolar, reuniões periódicas, quer envolvendo toda a comunidade, quer restritas à família, constroem um clima de troca de informações onde se consegue evitar as desagradáveis situações dos “últimos a saberem de problemas”, ou dos “se soubéssemos antes”.

Fazer as famílias entenderem que a escola, espaço maior de vivência de seus filhos, não pode trabalhar com eficácia se não possuir todas as informações necessárias para contextualizar a vida de seus educandos é tarefa vital. É muito comum que, na fase inicial da vida escolar em uma nova instituição, as famílias omitam, por questões de privacidade, informações importantes para que a escola possa dar a seus filhos as condições adequadas. Tais receios, muitas vezes justificados, são fortalecidos pela incompetência das escolas de massa de cuidarem, individualmente, de seus alunos que, ou acabam sendo expostos ou expurgados.

Não é incomum que, ante uma situação mais aguda, a família traga para a escola problemas anteriores não revelados que, uma vez conhecidos, mudam, radicalmente, o enfrentamento das dificuldades de aprendizagem e convivência, na medida em que revelam o verdadeiro perfil do aluno.

Concluindo,  chegamos à essência vital da questão, o diálogo profícuo nasce e termina na confiança entre os seus atores, o que torna a escolha de um colégio um contrato que excede, em muito, o da simples prestação de serviços e que fica na esfera de compromissos éticos inalienáveis que não podem ser conspurcados por quaisquer outras razões, sobretudo, as de cunho empresarial.

 

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

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