O dia dos que não se rendem

Colégio FAAP

16 de outubro de 2020 | 17h51

Correndo, gostosamente, o risco de cabotinismo, nesta semana em que se lembra (comemorar é exagero imperdoável) o Dia do Professor, tenho a obrigação de, publicamente, agradecer a esses incansáveis guerreiros da esperança, legião de bravos que, no limite da exaustão e do esquecimento, constituem a trincheira que não se rende.

Quando o inesperado se impôs de forma brutal e repentina. Quando a vida, atônita, ficou paralisada, em três dias nosso Colégio voltou a operar como se nada de tão grave houvesse acontecido, enquanto muitos deram férias para “acordarem do pesadelo”.  Mais do que uma equipe treinada em ensino on-line, mais do que um time com larga experiência pedagógica, constatamos um grupo de educadores e, aqui, incluo toda a minha equipe que não se deixou abater pela enormidade do desafio, pois não perdeu o sentido de sua missão.

Se tivemos todo o competente e avançado suporte técnico dado pela FAAP, assistimos a um verdadeiro espetáculo de criatividade, empenho e solidariedade de nossa equipe no sentido de suprir as carências severas do distanciamento físico num Colégio onde o calor humano é o catalisador do aprendizado. Cotidianamente vimos a busca de formas novas de manter nossos alunos próximos apesar da artificialidade dos meios.

Nada é mais emocionante do que ver a alegria de um professor constatando uma nota dez; nada diz melhor de sua vocação do que a persistência na busca da recuperação de um aluno; professor é aquele que acende os olhos de seus alunos pelo brilho dos seus próprios. Luz que marca, para sempre, as retinas!

Se todos os vaticínios, há décadas, preveem o fim de nossa profissão pelas condições em que trabalhamos, da mesma forma novas “legiões de alucinados idealistas” preenchem as vagas dos caídos em combate, provando que os exemplos de fé na educação sempre frutificam, apesar da aridez das condições.

Filho de professor, marido de professora, pai de professor e batizado por um professor, eu não deveria me surpreender com a pertinácia e o estoicismo dessa classe que todos enaltecem, mas nela só se fala em termos das melhores lembranças do passado. Encarnamos a esperança em nossos alunos. Temos a certeza de que eventuais trevas da ignorância só destacarão a vitória e o fulgor das luzes do saber.

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br

 

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