Na FAAP, adolescentes aprendem conceitos básicos da robótica

Na FAAP, adolescentes aprendem conceitos básicos da robótica

Colégio FAAP

24 Junho 2016 | 16h36

Além do conhecimento técnico, os alunos são estimulados a trabalhar em equipe, dividir tarefas, assumir responsabilidades e solucionar problemas

É possível criar o robô controlado, por meio de ações pré-definidas, e o robô com inteligência artificial que transpõe obstáculos e muda de direção por meio de sensores

É possível criar o robô controlado, por meio de ações pré-definidas, e o robô com inteligência artificial que transpõe obstáculos e muda de direção por meio de sensores

Com o objetivo de preparar os alunos do ensino médio para a vida universitária, o Colégio FAAP tem apostado em várias atividades extracurriculares. Uma delas é a Oficina de Robótica, em que os adolescentes aprendem a aplicar conceitos básicos da mecatrônica, por meio de dispositivos mecânicos, eletrônicos e programação associada. A ação integra o programa de aulas interdisciplinares do Colégio, realizadas desde 2013, em parceria com as seis faculdades da instituição.

“A partir desses conceitos, os alunos ganham a habilidade de construir pequenos dispositivos robóticos, que são programáveis para realizar atividades pré-definidas e tarefas propostas”, afirma o professor da disciplina do Colégio e também do curso de Engenharia da FAAP, Rodrigo Viana, lembrando que além do conhecimento técnico, os alunos também aprendem – de maneira lúdica e divertida – competências como o trabalho em equipe e a divisão de tarefas, além de solucionar problemas com responsabilidade.

Durante as aulas, os alunos utilizam kits didáticos de robótica da empresa Lego – são peças técnicas de plástico, que se encaixam e formam uma máquina/produto. Há engrenagens, polias, rodas, vigas, correias e estruturas físicas em geral na área mecânica. Em eletrônica, há os sensores de temperatura, de posição, de luz e de distância (sonar); além de módulos de controle e motores (única peça que já vem pronta). A linguagem de programação para integração entre os dispositivos mecânicos e eletrônicos fecha o ciclo de produção da oficina.

Preparar profissionais para o avanço da tecnologia no Brasil

Os alunos utilizam kits didáticos de robótica da empresa Lego

Os alunos utilizam kits didáticos de robótica da empresa Lego

As atividades que envolvem um projeto, como estratégia, montagem do protótipo e programação,  são divididas entre os alunos,  “Com esse desafio estipulado, os alunos estudam conceitos de mecânica, eletrônica e programação, necessários para montagens de pequenos protótipos de robôs”, observa o professor Rodrigo, acrescentando que as peças são similares aos elementos reais de uma máquina.

Além de aprender a programar em linguagem gráfica, a montar protótipos e conhecer os componentes existentes em uma máquina, os alunos trabalham muito a questão de gerenciamento e o controle de tarefas em equipe, como explica o professor. Os alunos podem desenvolver um robô programado e controlado, por meio de ações pré-definidas, em que sempre vai fazer a mesma coisa; e um robô programado com inteligência artificial –  preparado para transpor obstáculos e mudar de direção por meio de sensores.

“Alguns alunos começam a se interessar pela aplicação prática e logo se encantam com a robótica e pela Engenharia Elétrica e Mecânica, o que é muito bom para a formação de mais profissionais nessa área e para o avanço dessa tecnologia no Brasil”, assegura o professor Rodrigo.

Hoje, a Coreia e Japão lideram a lista dos países mais robotizados do mundo. O Brasil ainda engatinha nesse setor, mas tem um grande potencial para se desenvolver.