Cidadania também se aprende na escola

Colégio FAAP

25 de setembro de 2020 | 10h26

Enclausurados, os cidadãos responsáveis sentiram suas vidas reduzidas às redes sociais e, de suas janelas midiáticas, surgiu uma mal digerida limitação: diminuição drástica e dolorida do tão vital calor humano e das possibilidades de revertê-lo em ajuda ao próximo e que, no caso dos jovens, é oxigênio da vida.

Em parcelas da sociedade, essa rarefação humana se faz sentir mais aguda, se manifesta como um sentimento insuportável de impotência. São pessoas que dedicam parte de seu tempo aos menos favorecidos, aquelas nas quais a cidadania se exprime em sua mais profunda manifestação, a empatia solidária, a assistência aos menos favorecidos.

Quando se constata que um dos mais agressivos vetores da pandemia é a ausência da cidadania que faz com que campanhas solidárias se percam no inexplicável egoísmo de alguns alienados que colocam suas alucinações de felicidade egoísta acima do bem comum, a consciência cidadã se torna num bem inestimável. É um poderoso motivo para que as escolas invistam e insistam na construção dessa raiz da civilização.

O Colégio FAAP mantém, em parceria com o FAAP Responsabilidade Social, um núcleo voluntário filantrópico que, atrofiado pelo desencadear da pandemia, permaneceu vivo na vontade e na sensibilidade social de seus atores. Renascendo a uma primeira e discreta convocação de seu coordenador, o Professor Atílio Monteiro Filho e, imediatamente, apoiado pela coordenadora do FAAP Responsabilidade Social, Andrea Sendulsky, e sua assistente Bianca Rossetti Fontana, revelou que as “sementes cidadãs” hibernam, mas sobrevivem.

Em uma primeira reunião, as dezenas de alunos presentes on line deixaram evidente que as restrições do momento não seriam empecilhos pera que eles pudessem retomar as ações de apoio às diversas entidades assistências que a FAAP apoia. Ideias nasceram contornando com criatividade as limitações numa linda demonstração do fato de, para quem quer, limites são motivações.

Não temo em afirmar que, de todos os princípios éticos que a escola deve trabalhar, a cidadania despida de ideologias alienantes é a pedra angular que permite a construção de sociedades igualitárias e justas. Enfim, a sobrevivência da própria humanidade.

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br

 

 

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