A educação em uma idade das trevas

A educação em uma idade das trevas

Colégio FAAP

26 Outubro 2018 | 11h26

Recentemente, em um encontro na FAAP, voltado para os pais dos vestibulandos, o jornalista Marcelo Tas, referindo-se ao universo digital que domina a humanidade, ressaltou aquela que é uma de suas mais marcantes características, a incomensurável oferta de informações numa superação astronômica da revolução gerada por Gutenberg.

De fato, se a posse da informação não é mais privilégio do professor ou dos mais velhos, se todos podem acessar a informação em segundos, nas mais diversas fontes, a função do educador sofreu uma mutação profunda: de transmissor de informações, os educadores devem assumir funções mais nobres e, profundamente, mais delicadas enquanto tutores.

Marcelo Tas em palestra aos pais dos vestibulandos (foto: Fernando Silveira)

 

Despertar no educando a capacidade crítica de selecionar e avaliar a informação recebida; orientá-lo na busca de fontes seguras; incentivá-lo a estabelecer correlações e, finalmente, inferir conclusões pessoais o mais isentas possível de interferências tendenciosas, eis a grande tarefa!

E aqueles que não se derem conta disso serão atropelados pela história!

Se não ficar muito claro qual é o desafio fundamental deste universo digital, corremos o sério risco de mergulharmos numa efetiva idade das trevas, na qual a ignorância prepotente gerada pelo domínio de informações distorcidas será causadora de uma alienação corruptora da civilização, fenômeno que já se enuncia.

 

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP. Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

 

Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br