A cordialidade: pedra angular da educação

A cordialidade: pedra angular da educação

Colégio FAAP

21 Setembro 2016 | 11h24

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Remexendo no baú das minhas melhores recordações escolares, reafirmei aquele que, para mim, é um dos princípios fundamentais da cultura educacional, a cordialidade. Sem essa atmosfera benigna não pode acontecer a educação e não pode prosperar nenhuma atividade intelectual produtiva. Meus professores inesquecíveis eram a encarnação da simpatia, eram a expressão clássica da gentileza, foram arquitetos de uma magia de encantamento.

E o que nos traz a essa questão é a proximidade da escolha de novas escolas e os fatores que as famílias devem considerar para tal decisão: afora os motivos mais evidentes que orientam as opções, existem outros, de mais difícil percepção e que, no entanto, revelam a cultura de uma instituição, ou seja, seus efetivos objetivos pedagógicos.

Colocamos a cordialidade como elemento catalisador do processo pedagógico, pois sem que se crie um clima de convivência humana saudável, não se consegue a descontração que leva ao prazer de aprender. Por maiores que sejam os recursos disponíveis, por mais preparados intelectualmente que sejam os professores, não existindo  empatia entre os agentes, não existirá educação!

O que teremos serão as “indústrias da reprodução mecânica do conhecimento”, sem criatividade, sem proatividade, sem o prazer que conduz à construção do conhecimento e ao crescimento humano.

Para o ser humano, enquanto um animal profundamente social e civilizado, a cordialidade, a gentileza e a civilidade são os indicadores mesmos do ideal pedagógico: a crença de que a vida em sociedade pode ser fator de progresso e felicidade.

Entenda-se que cordialidade não é fator excludente de autoridade, de limites de comportamento. Ao contrário, medidas disciplinares devem, sempre, vir contidas e justificadas no invólucro do respeito humano, caso contrário, teremos o autoritarismo didático que já castrou intelectualmente legiões de estudantes.

Como identificar a escola cordial?

Da portaria à direção, esse traço civilizatório deve aparecer em cada gesto e em cada segmento da escola: o acolhimento cordial e gentil e o seu oposto, o agreste e autoritário, estará estampado nas feições das pessoas, no estilo dos comunicados na alma indisfarçável da escola.

Professor Henrique Vailati Neto é diretor do Colégio FAAP – SP.
Formado em História e Pedagogia, com mestrado em Administração. É professor universitário nas disciplinas de Sociologia e Ciência Política. Tem quatro filhos e quatro netos.

Troque ideia com o professor: col.diretoria@faap.br