Como a ciência sai desse buraco?

Colégio Equipe

01 Abril 2016 | 07h00

Compreender a importância do método científico para a solução de problemas é um dos principais objetivos do projeto “Como a ciência sai desse buraco?”, realizado com os alunos da 1ª série do Ensino Médio. O projeto envolve as disciplinas de Física, Química, Biologia, Geografia e Matemática.

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Começar o Ensino Médio com um projeto interdisciplinar visa a que os alunos compreendam que, além das especificidades dos respectivos objetos de estudo, há metodologia de pesquisa comum às ciências da natureza.

 

“Aprendi a relacionar matérias que eu julgava muito diferentes, como Química e Geografia.”

Gabriel Dias Werneck de Souza

 

Desde o primeiro dia de aula, os professores das disciplinas participantes fazem escolhas de conteúdos e sequências didáticas que convergem para o projeto. Discussões sobre dogma, fé e ciência, sobre formas de obter e analisar medidas; reflexões sobre cosmologia e sobre em que consiste um buraco acompanham uma aula conjunta dos professores a partir do filme “O Nome da Rosa” e a aula “Meteoros e Meteoritos – Qual o impacto na Terra?”, ministrada pelo astrônomo Gustavo Rojas.

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Como parte do estudo, os alunos também saem a campo para uma visita aos bairros de Colônia e Vargem Grande, que ocupam área considerada atualmente como cratera possivelmente originada por impacto de meteorito.

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Na pesquisa em campo, munidos de roteiro de trabalho, teodolito artesanal, teodolito profissional, trena, bússola, tabela trigonométrica, tabela de elementos químicos e fita de medição de pH, os alunos se encontram com representantes de associação de moradores, fazem entrevistas, desenhos de observação, coletam amostras da água, utilizam triangulação e medida de ângulos para calcular o diâmetro da cratera, estimam erro de suas medições, aplicando conhecimentos de geometria e trigonometria, dentre outros.

 

“Aprendi como medir o diâmetro da uma cratera a partir da lei dos senos, como medir e interpretar o pH da terra e a usar um teodolito.”

Gustavo Moreno Mantuani Reis

“O mais significativo foi fazer entrevistas, compará-las com o documentário sobre cratera habitada, porque gosto de saber a opinião das pessoas sobre um local.”

Pedro Azeredo Penellas Pereira

 

Desenvolver a capacidade de analisar paisagem, de identificar problemas, levantar hipóteses, coletar dados, analisar e interpretar esses dados e chegar às suas próprias conclusões com método são objetivos do Colégio Equipe na formação de seus estudantes.

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“Pude compreender a importância do método científico para solucionar problemas, como saber se a cratera de Vargem Grande é uma cratera de impacto.”

Chiara Iglecio Cozzolino

 

Ainda em campo, os alunos discutem “Que dados seriam conclusivos para afirmar que a cratera de Colônia foi formada por um meteorito?” e levantam hipóteses para explicar outras possíveis origens dessa formação.

 

“Aprendi a formular hipóteses, a fazer medidas mais complexas com o teodolito e a trabalhar melhor em grupo.”

João Moreira Cipis

A resposta à questão “Como a ciência sai desse buraco?” é construída após o estudo em campo, em grupos, tendo como percurso outras questões condutoras, propostas pelos professores: “Como esconder uma cratera?”, “Como é viver dentro de uma cratera?”, “Como se mede uma cratera?”, “Que química ocorre dentro de uma cratera?”, “O que é aquele buraco?”.

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“Aprendi a diferença que ter informação faz entre ciência e senso comum.”

Alice Rocha Castanho

 

Mas outra questão se enuncia nesse projeto e atravessa a formação de nossos alunos ao longo de todo o Ensino Médio, em diferentes estudos: “Quais os limites da Ciência?”.

Antônio Carlos de Carvalho, Helika Amemiya Chikuchi, Renata Nascimento Nogueira, Rodrigo Travitsky Teixeira de Oliveira, Roosevelt Kiyohisa Fujikawa, Roseana de Souza Pellozo, Graça Maria Marino Totaro