Como a gente aprende a estudar?

Como a gente aprende a estudar?

Colégio Elvira Brandão

18 de agosto de 2021 | 12h24

Saber estudar, reconhecer as formas que mais funcionam para cada um e identificar a sua própria maneira de organizar as ideias são alguns dos principais desafios para os estudantes. Para a escola, também é desafiador achar o caminho certo para desenvolver essas habilidades, respeitando a individualidade.

Há alguns anos, aqui no Elvira Brandão, desenvolvemos o Orientador de Estudos para as avaliações formais. Ele é um documento que norteia os conceitos a serem revisados, apresenta exercícios práticos e propõe uma reflexão individual em que cada um se pergunta se realmente já sabe aquilo tudo que precisa estudar.

“O orientador de estudos é uma ferramenta fundamental para o exercício de reflexão do processo de aprendizagem do estudante e também de feedback para o educador. Oferece ao estudante e ao facilitador, periodicamente, a possibilidade de constatarem suas potencialidades e fragilidades e, com base nisso, agir estrategicamente por meio de novas propostas sistematizadas e significativas personalizando a intervenção pedagógica; mostra o quanto a educação inovadora e humanizada faz sentido”, destaca a professora e psicopedagoga Daniela Silveira. 

A ferramenta é preenchida de maneira colaborativa entre professor e estudante. O educador sinaliza os objetivos de aprendizagem esperados para o período, e o estudante realiza uma autoavaliação sobre sua aprendizagem. Ao final, o estudante propõe ainda um plano de ação para melhor desenvolver as habilidades solicitadas.

 

Como é este documento?

 Em três níveis com base na taxonomia de Bloom, a ideia é propor um percurso de revisão ao estudante:

  1. Rever: nesta primeira parte, são destacadas, pelo professor, as habilidades e os objetos de conhecimento trabalhados ao longo do período em questão. Além disso, são listados os materiais e os registros em que os estudantes podem consultar aqueles conceitos.
  2. Aplicar: é o momento de mão na massa, no qual há uma lista de exercícios e de propostas práticas que levam o estudante ao fazer, ao realizar, ao aplicar.
  3. Avaliar: depois do contato com todo o conteúdo, o estudante avalia, por meio de um quadro com níveis graduais e uma identidade e linguagem acessíveis à faixa etária, como está o seu processo de estudo, isto é, se realmente já está pronto para a avaliação e apropriado do que foi trabalhado, ou se ainda precisa rever, voltando ao início do documento e buscando mais algumas estratégias.

 

Por que fazer o Orientador?

O Orientador de Estudos lida exatamente com o desenvolvimento do aprender a estudar. Ao realizá-lo em todas as disciplinas, os estudantes vão descobrindo sua maneira de se apropriar dos conceitos e de desenvolver as habilidades.

Para os educadores também é o momento de identificar alguns pontos a serem revisitados e de personalizar ainda mais o trabalho com cada um.

Lúcia Helena, professora de Ciências no Elvira Brandão, reforça que o Orientador de Estudos é um instrumento pedagógico que apoia o professor e o estudante a se prepararem para uma avaliação. O professor, ao construir o Orientador, faz a seleção dos conteúdos e habilidades que serão avaliados no período, assim, também faz uma autoavaliação do seu trabalho e dos objetivos planejados. O estudante, por sua vez, ao receber o Orientador com as datas, conteúdos, instrumentos de estudos e algumas questões de autoavaliação, tem o roteiro claro para se preparar para sua prova.

Os estudantes aprovam! Para Lívia Guiotti, estudante do 8º ano, o Orientador ajuda a revisar o conteúdo apreendido e fica mais fácil de se organizar em cada matéria. Com essa ferramenta, os estudantes se sentem mais preparados e seguros com o processo avaliativo.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.