Usando arte para entender biologia

Usando arte para entender biologia

CPV Educacional

27 Outubro 2016 | 19h14

Alunos usam massa de biscuit para reproduzir as fases de desenvolvimento do embrião humano

Alunos usam massa de biscuit para reproduzir as fases de desenvolvimento do embrião humano

Para facilitar a compreensão da embriologia humana, a biologia foi parar nas aulas de artes. “As fases de desenvolvimento do embrião são bem distintas e a maneira clássica do aluno fixar é desenhando, mas nunca achei essa a maneira mais fácil”, diz João Tamayo, professor de biologia. Em uma conversa com a professora Walkiria Martelleto, de artes, os dois chegaram à conclusão de que a técnica de modelagem com biscuit poderia facilitar o entendimento.

Assim, Tamayo cuidou do direcionamento científico. Nas aulas de biologia, os alunos viram todos os estágios do embrião, desde as primeiras e rápidas divisões celulares até chegar ao feto. Aprenderam sobre a formação dos tecidos e também a que cada um deles daria origem. Por fim, estudaram a formação do tubo neural.

As cores usadas na massa fria servem para diferenciar fases e tecidos

As cores usadas na massa fria servem para diferenciar fases e tecidos

Já Walkiria cuidou da concepção artística. Nas aulas de artes, os estudantes conheceram a massa de bicuit e suas peculiaridades, como a fácil modelagem, o tingimento e a secagem ao ar livre. Com ela, reproduziram dentro de bolas de isopor as fases de mórula, blástula, gástrula e nêurula. No final, cada grupo conseguiu visualizar em 3D como se dá a formação e o desenvolvimento do ser humano.

Na entrega dos trabalhos, Walkiria avaliou a técnica e Tamayo, os critérios científicos. “Ainda fiz uma série de cinco perguntas para cada grupo, de surpresa, e todos mostraram que entenderam bem o assunto”, completa Tamayo.