Promotora de Justiça do Ministério Público discute a violência contra a mulher no Colégio

Promotora de Justiça do Ministério Público discute a violência contra a mulher no Colégio

CPV Educacional

23 Junho 2017 | 13h09

A Promotora de Justiça do Ministério Público Gabriela Manssur em evento no Colégio CPV

A Promotora de Justiça do Ministério Público Gabriela Manssur em evento no Colégio CPV

Gabriela Manssur, Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo desde 2003, especialista na prevenção e enfrentamento de todas as formas de violência contra a mulher, é uma pessoa que emana poder. Essa foi a impressão que as alunas do Colégio CPV tiveram quando ela tomou a frente do Cine Debate, no dia 26 de maio. “Quando eu vi ela na sala, andando imponente, com aquela roupa incrível e falando daquele jeito só consegui pensar: que mulher incrível”, diz Julia Stringelli, aluna da 2ª Série do Ensino Médio.

 

Gabriela esteve no Colégio para participar do Cine Debate sobre Violência contra a Mulher. O ponto de partida da conversa foi a exibição do mini-documentário Quem Matou Eloá?, que, a partir do feminicídio da adolescente Eloá Pimentel, faz uma análise crítica sobre a espetacularização da violência e a abordagem da mídia televisiva em casos semelhantes. Após o filme, Gabriela expôs o contexto e o ciclo da violência, explicou o que é feminicídio e chamou a atenção sobre como identificar relacionamentos abusivos.

Os alunos fizeram vários questionamentos sobre o atendimento às vítimas de violência

Os alunos fizeram vários questionamentos sobre o atendimento às vítimas de violência

 

Parte integrante da Justiça, ela também explicou qual o papel do Ministério Público na defesa dos direitos humanos das mulheres, falou dos motivos que levam mulheres a não denunciarem abusos e contou uma série de casos em que fez a diferença, como a vez em que passou oito horas em uma delegacia ao lado de uma vítima, à paisana, apenas para ver o descaso no atendimento. “Tenho a sorte de ser uma pessoa financeiramente privilegiada, o mínimo que eu posso fazer é usar os meus privilégios para ter tempo disponível e ajudar outras pessoas”, disse.

 

Após o evento, um grupo de alunas decidiu abrir espaço para um Coletivo Feminista no próprio Colégio. “Queremos um espaço confortável onde possamos compartilhar problemas pessoais e ter outras visões sobre coisas que às vezes parecem normais”, conta Victoria Volpe, também da 2ª Série.

Gabriela fez questão de tirar uma foto com os participantes do Cine Debate

Gabriela fez questão de tirar uma foto com os participantes do Cine Debate

 

Ao fim do encontro, Gabriela distribuiu cartilhas sobre identificação e enfrentamento em casos de violência, produzidas pelo GEVID – Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica do Ministério Público do Estado de São Paulo.

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