Escola e família unidas por uma educação eficaz

Escola e família unidas por uma educação eficaz

CPV Educacional

07 Dezembro 2016 | 17h29

A orientação individual para os estudos é feita pela escola, mas precisa do apoio familiar em casa

A orientação individual para os estudos é feita pela escola, mas precisa do apoio da família em casa

Por Flavio Antonietto, Diretor Pedagógico

 

Nesta semana recebemos a triste notícia de que o Brasil está entre os piores do mundo na avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em Inglês). A análise é feita pela Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE) em 70 países e mensura conhecimentos em Ciências, Matemática e Leitura.

Em Matemática, a média brasileira ficou em 377, enquanto a média geral foi de 490. De acordo com o resultado, mais de 70% dos alunos brasileiros de 15 e 16 anos não sabem sequer o básico, ou seja, são incapazes de resolver problemas numéricos simples.

Em Leitura, a média ficou em 407, também abaixo da média geral de 493. Entre os estudantes pesquisados, 51% não conseguem reconhecer a ideia principal ou interpretar fatores implícitos em um texto.

Para ingressar aqui no CPV, não importa em qual série, o aluno é submetido a um exame-diagnóstico, que avalia a proficiência em Matemática e Língua Portuguesa. O exame tem como objetivo nos colocar a par da base que o estudante tem para sabermos como tratar os assuntos ao longo do ano letivo. Com os resultados, os professores ganham indicações de assuntos problemáticos, aqueles que precisam ser tratados de forma mais cuidadosa em sala de aula.

Lamentavelmente, o que vemos são deficiências em conhecimentos básicos. Em Matemática, por exemplo, assuntos como operações numéricas, fatoração, potenciação e noção de medidas e grandezas ficam muito abaixo do desejado. São competências algébricas que sustentam a Matemática, a Química e a Física. Enquanto instituição de ensino, fazemos o que está ao nosso alcance: pegamos o aluno pela mão e ajudamos a vencer qualquer defasagem. Mas para isso ser possível, precisamos contar com o apoio incondicional e irrestrito da família.

O papel dos pais é fundamental. A valorização que a família dá ao esforço do estudante é imprescindível para o sucesso. O incentivo à participação do aluno nas oficinas que acontecem fora do horário letivo, além do estímulo para os exercícios de fixação e para a procura pelo plantão de dúvidas são tão importantes quanto a própria existência destas atividades.

Felizmente, essa parceria tem trazido bons resultados. Podemos, a cada ano, celebrar a dedicação empenhada e os obstáculos vencidos e ver nossos alunos crescerem tanto em conhecimento quanto em caráter.

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