Como abordar os temas ambientais de maneira que as crianças pequenas entendam?

be.Living | Educação Bilíngue

22 Outubro 2015 | 07h24

Abraço

As crianças podem e devem ser conscientizadas sobre temas ambientais e que dizem respeito ao mundo no qual estão inseridas. A participação ativa delas nesse cuidado possibilita a apropriação progressiva desses assuntos, despertando o interesse e a necessidade de que esses cuidados sejam mantidos ao longo de suas vidas.

A comunicação clara e objetiva dos fatos, sempre pautada na verdade, é uma forma de transmitir a realidade às crianças. Comunicar quais cuidados podem ter, sem se estender demais no assunto como, por exemplo, “não podemos demorar no banho porque a água da nossa cidade esta acabando!”, sempre trazendo para a prática e dentro da realidade que podem alcançar. Para as crianças pequenas vale muito mais a prática, o modelo que oferecemos, do que o discurso em si.

Precisamos levar em consideração o que a criança pensa, conferindo-lhe autonomia nessa ação. “O que você acha que podemos fazer para não gastarmos muita água? Vamos fechar a torneira enquanto escovamos os dentes? O que você acha?” Explicar de forma simples o porquê de certas práticas também possibilita que elas compreendam melhor o que estão fazendo e, gradativamente, possam fazer essas escolhas de forma mais consciente. É importante pensar em coisas que elas possam fazer no dia a dia, sempre de forma lúdica e descontraída, para que se interessem e se envolvam, com a supervisão de um adulto.

Vale convidar a criança na hora de separar o lixo reciclável de casa, pensar em uma receita que ela possa ajudar a preparar com algo que esteja sobrando na geladeira, entre tantas outras coisas.

Ter clareza sobre cada faixa etária é muito importante na hora de convidá-las a participar do tema. Para uma criança de 2 ou 3 anos não adianta falar sobre assuntos distantes. A ideia a principio seria falar daquilo que ela conhece que lhe é familiar: “Vamos cuidar da nossa casa, da sua escola, da nossa rua e da nossa cidade?”. Aos poucos essa realidade se expande e nós, adultos, inserimos novos contextos a medida que percebemos uma maior capacidade de retenção por parte delas.

Uma criança mais velha é capaz de participar de uma conversa mais extensa e a sua participação acontece em outro nível.

Lembramos que é fundamental que as famílias tenham uma boa parceria com a escola. Na be.Living nós auxiliamos e orientamos os pais sobre como abordar esse tema de acordo com a idade de seus filhos, além de ações dentro da comunidade onde envolvemos alunos, funcionários e pais.

Dica para os pais:

– É imprescindível que os pais tenham conhecimento sobre o que estão falando com seus filhos, que busquem informações em diferentes meios de comunicação e de forma criteriosa. Devem repensar se aquilo que estão passando para as crianças tem valor e fazsentido para eles mesmos.

– Procurar ajuda sempre que a dúvida aparecer. Isso mostra envolvimento real e vontade de fazer o melhor. Buscar conversas com outros pais, com a escola ou profissionais da área sempre para ampliar a forma de ação com as crianças.

– Saber um pouco sobre a faixa etária de seu filho, qual é o momento de desenvolvimento em que ele está também possibilita um alcance maior, uma vez que oferece maior clareza sobre quais tipos de intervenções serão melhores.

– Valorizar ações positivas feitas pela criança Por exemplo: falaremos muitas vezes para a criança apagar a luz ao sair do quarto. Um dia ela fará isso sozinha e deverá ser valorizada por isso: “muito bem! Você lembrou de apagar a luz do quarto!”. Reconhecer e validar a atitude correta da criança reforça aquilo que ela está aprendendo.

Texto escrito pela Equipe be.Living