Interação entre as crianças é chave para o sucesso na alfabetização

Colégio Anglo 21

08 Dezembro 2016 | 13h01

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As crianças aprendem na socialização. Muitas desenrolam o falar depois que entram na escola. Outras adquirem novas habilidades em grupo, por exemplo. Quando o assunto é alfabetização, isso não é diferente. A interação é a chave para o sucesso neste processo. É o que afirma a coordenadora Valquiria Pereira, do Colégio Anglo 21.

Alfabetização é considerada um desafio na educação. Também gera ansiedade em muitas famílias. Para a coordenadora, o processo não deve ser encarado como algo complicado, afinal as crianças pensam sobre a escrita antes mesmo de entrarem na escola por terem acesso às práticas em casa e em outros locais.

“Quando ouvem histórias ou se deparam com adultos leitores, passam a pensar e levantar hipóteses também acerca da leitura. É natural quando a criança é estimulada. Escola e família têm o papel de motivar e mostrar que aprender é muito bom e estar em grupo fundamental”.

O colégio investe na interação entre as crianças e funciona assim: em duplas, os alunos interagem e discutem suas hipóteses sobre a escrita, sobre o que está escrito e o que se pode ler. Porém, os pares não são escolhidos aleatoriamente. É sempre o professor quem determina quem senta com quem, e essa organização varia a cada atividade.

“Um aluno que está mais avançado no processo de alfabetização pode fazer dupla com outro em que ele terá um papel de informante – em que ele ajuda o colega a observar alguns aspectos na escrita; em outro momento, esse mesmo aluno estará agrupado com outro colega que o ajudará a perceber alguns aspectos que ainda não tem definido, como questões ortográficas, por exemplo”, explica.

Textos de diferentes gêneros, com diferentes funções e contextos também precisam fazer parte da vida escolar das crianças. “Estar alfabetizado é compreender o que se lê e não apenas decifrar um código. Por isso, é preciso incentivar a leitura desde cedo e criar a dinâmica de leitura pelo professor e pelo aluno, assim como a escrita”.

Papel da família

A família pode e deve trazer a leitura para o dia a dia: ler com a criança, levar em livrarias, convidar para escrever listas, bilhetes, e-mails, mostrar a elas onde está escrito e como lemos.

A coordenadora também orienta que os pais devem evitar corrigir ou dizer que está errado, evitar dizer que não está escrito nada naquilo que a criança produziu, que não se pode ler, que só se pode escrever com letras, que só há uma forma correta de escrever, que a leitura só pode ser feita por quem sabe ler convencionalmente.