A importância da adaptação e integração dos alunos no ambiente escolar

A importância da adaptação e integração dos alunos no ambiente escolar

Colégio Anglo 21

18 Janeiro 2017 | 10h09

*Por Harley Sato

Volta as aulas

De acordo com o Censo Escolar dos últimos anos, o número de escolas particulares no Brasil vem crescendo a cada ano. Os dados mostram que do Censo de 2010 até 2014, o número de instituições saltou de 36.229 para 39.575. Para o Censo 2015 (a ser divulgado nos próximos meses), a tendência de queda é real, especialmente pela desaceleração da economia brasileira, gerando um novo movimento migratório obrigatório. A dinâmica traz à tona uma discussão que, embora esteja oculta nos números gerais, é bastante viva em sala de aula: a adaptação dos estudantes em novas instituições de ensino e o papel dos pais e das escolas nesse processo.

Apesar de o período de renovação ser quase sempre prazeroso para os estudantes, preocupações sobre a adaptação na nova realidade são naturais e devem ser superadas com acompanhamento e informação. As novidades impactam tanto para os pais como para os filhos e, para superar as dificuldades, é necessário que se crie uma grande sintonia entre eles e a escola.

Por isso, atividades para a integração são necessárias e devem ser oferecidas pelas instituições de ensino, pois contribuem para esclarecer dúvidas, conhecer o corpo docente, promover a interação entre pais e estreitar os laços entre a escola e as famílias. É um período de acolhimento e a adaptação de todos os familiares e alunos implica num bom início para que se possa desenvolver um trabalho educacional eficiente.

No entanto, mesmo com as iniciativas em conjunto e ações preventivas por parte dos colégios, durante os primeiros dias de aula, algumas dificuldades de adaptação podem permanecer. Parar esses casos, a figura do coordenador pedagógico é essencial para dar continuidade à integração.

No Colégio Anglo 21, a orientação avançada é direcionada de acordo com o segmento educacional o qual o estudante se encontra. Para os mais novos da Educação Infantil até o Ensino Fundamental II, é preciso se preocupar mais em como acolher este aluno. Já para os mais velhos, do Ensino Médio, a orientação acaba sendo voltada mais à formação, pois é uma fase de olhar para o futuro. O jovem precisa se dedicar ao máximo para aprender os conteúdos e se preparar para os vestibulares e é um período que necessita também de muita compreensão dos pais.

O mais importante é tratar o processo com naturalidade. Supervalorizar as dificuldades não é a melhor forma de dar apoio aos alunos. É por isso que o aconselhamento do coordenador é necessário, até mesmo para evitar que os pais façam cobranças indevidas.

*Harley Sato é Diretor Pedagógico do Colégio Anglo 21 e autor dos materiais didáticos do Sistema Anglo de Ensino.