Debate simula o julgamento de oficiais da 2ª Guerra Mundial

Debate simula o julgamento de oficiais da 2ª Guerra Mundial

caroline ropero

22 Outubro 2015 | 10h05

A Segunda Guerra Mundial é um tema importante. Mas, nem sempre o jovem consegue absorver todo o ensinamento de um fato histórico. Com o objetivo de facilitar a compreensão do assunto, o professor de História Francisco Helder criou um tribunal em sala de aula. Um grupo simulava a defesa da libertação dos oficiais de Adolf Hitler, enquanto outro lutava pela condenação deles.

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A atividade baseou-se no livro O Menino do Pijama Listrado, que fala sobre a família de um oficial nazista durante a Guerra. “Para encontrar argumentos e defender o ponto de vista de seu personagem, os alunos foram em busca de diferentes fontes de informação”, explica o professor.

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Divididos em advogados, pesquisadores e testemunhas, os grupos iniciaram o debate falando sobre a pressão sofrida pelas famílias alemãs que perdiam seus homens para a guerra, os casos de mulheres e crianças violentadas, as pesquisas científicas que impactaram a medicina, entre outras consequências da Segunda Guerra.

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Maria Eduarda Bittencourt, 14 anos, do 9º ano G, ficou no grupo que precisava defender os oficiais. “Nosso maior argumento foi que eles eram forçados pelo governo, pois o sistema ameaçava suas famílias caso estivessem contra Hitler.” A aluna acredita que, além do conhecimento histórico, a turma adquiriu novas habilidades de apresentação e debate. “Descobri como é difícil defender nosso ponto de vista quando o outro contra-ataca.”

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Leonardo Souza dos Santos, 14, do 9º ano G, foi um dos advogados contra os oficiais. “Focamos no massacre dos judeus, em quantas famílias morreram, e nas experiências médicas que faziam com eles”, conta o aluno, que entrou na brincadeira sem deixar de lado a seriedade do assunto. “O mais triste é saber que a guerra aconteceu de verdade.”

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Após uma atividade saudável e com muito aprendizado, o tribunal fictício formado por três alunos neutros escolheu, com a ajuda do professor, um grupo vencedor. Desta vez, quem estava a favor da condenação dos oficiais ganhou. A escolha baseou-se na argumentação, pesquisa e preparação de cada integrante. “Foi interessante ver como até os alunos mais introvertidos apresentaram uma boa desenvoltura. Todos conseguiram me surpreender positivamente”, afirma o professor.