Você já pensou em ingressar em uma instituição brasileira que ministra parte de suas aulas em inglês?

Nathalia

26 de setembro de 2019 | 16h43

Há muito tempo a importância do inglês no mercado de trabalho é bastante clara. Possuir no currículo um intercâmbio focado em estudos tende, por exemplo, a aumentar consideravelmente as chances de sucesso com os empregadores de todo o mundo, já que a vivência é enxergada como uma ferramenta que expande o aprimoramento do idioma e contato com outras culturas. Além disso, essa experiência traz ganhos como ampliação da visão de mundo, melhoria das habilidades de relacionamentos interpessoais e de resolução de problemas, afinal o estudante precisa fazer isso tudo em outro idioma.

Esse é um dos atrativos que faz com que grande parte dos alunos que conclui o Ensino Médio no Brasil e que almeja melhores colocações profissionais busque maneiras de sair do País para adicionar essa experiência entre os seus feitos. Além disso, há ainda a possibilidade do contato com professores que são referência em suas áreas de atuação e também a experimentação de conhecer o que outros países fazem e como conduzem determinados assuntos por meio do olhar dos colegas de classe.

Só que muitas vezes os brasileiros esbarram em algumas dificuldades financeiras na hora de persistir essa meta. Mas, se engana quem acha que apenas saindo do país é possível conquistar algumas dessas vivências. Parte disso já pode ser vivenciado em território nacional em função da internacionalização do Ensino Superior! Apesar de ainda ser um movimento tímido no Brasil, algumas universidades já elegeram o inglês como o idioma oficial dos seus programas de educação para integrar pessoas de diferentes nacionalidades.

É o caso de instituições como a Universidade de São Paulo (USP), a Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e a Fundação Instituto de Administração (FIA), por exemplo. Todas essas, e tantas outras, ministram aulas em inglês e contam com professores e alunos estrangeiros, que propiciam a interação e a troca cultural, além do aprendizado teórico e prático da disciplina.

Quem também já aderiu ao movimento foi a Unievangélica, que fica no interior de Goiás, e se destaca com um projeto que foi iniciado em 2014. Em cinco anos o retorno já é bem expressivo: ela tem parceria com instituições espalhadas por mais de 50 países. O centro universitário, que fica em Anápolis, recebe também dezenas de estudantes estrangeiros que vêm todos os anos estudar no Brasil. E para integrar os novos alunos e dar o suporte necessário, os professores passam por uma série de cursos e treinamentos.

O programa de pesquisas conjuntas é uma das iniciativas que mais se sobressai dentro da universidade. Os temas são inúmeros, mas alguns em específico ficam em evidência, como é o caso da colaboração de professores e alunos de agronomia com colegas portugueses da Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro para pesquisar quais substratos são menos agressivos ao meio ambiente para o plantio de soja e feijão.

Outra universidade brasileira que está fazendo movimentos significativos para a internacionalização é a PUCRS e seu exemplo pode inclusive servir como guia para aquelas que estão começando o processo. Seu Projeto Institucional de Internacionalização (PUCRS-PrInt) é destaque nas publicações a respeito do tema e a universidade tem parceria com países como Espanha, Áustria, EUA e China. Além disso, eles criaram um portal com o objetivo de comunicar as boas práticas da área internacional para o público interno, o PUCRS International.

Levar em consideração esse formato de continuidade nos estudos pode ser uma opção válida, pois torna todo o processo muito mais acessível e ainda assim é um estimula a fluência e o raciocínio no idioma estrangeiro, o contato com diferentes culturas e o diálogo com docentes e colegas que propiciam um olhar mais globalizado para todas as questões que nos cercam, o que contribui em atividades futuras que envolvam interação global, por exemplo.

E é importante lembrar que para garantir a eficiência da experiência, da mesma forma que acontece com os processos de admissão estrangeiros, o domínio da língua em níveis de independência é requisito básico. Ele pode ser aprimorado durante os cursos, mas o conhecimento inicial permite uma ambientação mais natural.

Uma das ferramentas que pode ser usada para entender seu atual conhecimento na língua inglesa, por exemplo, é o Linguaskill.Desenvolvido por Cambridge Assessment English e já disponível no Brasil e adotado em países como México, Polônia, Rússia, Arábia Saudita, Omã, Suíça, Tailândia, Emirados Árabes Unidos e também pela rede global de ensino superior Laureate, trata-se de um teste de língua inglesa on-line multinível, que avalia candidatos de todos os níveis, desde o A1 até o mais elevado do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), referência internacional que descreve de forma objetiva as habilidades em um idioma. Com essa compreensão, é possível então trabalhar no desenvolvimento das habilidades necessárias ao longo do ciclo da Educação Básica para estar pronto quando os desafios da Superior chegarem!

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