Particularidades do idioma: qual é o “inglês certo” para ingressar em intercâmbios e universidades estrangeiras?

Nathalia

31 de outubro de 2019 | 10h48

Ao decidir fazer um intercâmbio, seja para melhorar o inglês ou com o objetivo de ingressar em uma universidade estrangeira, por exemplo, as pessoas se deparam com a necessidade de dominar o idioma estrangeiro em um nível suficiente para facilitar todos os processos – tanto no ponto de vista formal, nas questões de admissão, quanto em tarefas mais subjetivas, como o relacionamento e comunicação com outros povos.

E em meio a tantas incertezas e dúvidas, algumas inseguranças se relacionam aos diferentes sotaques, pronuncias e formas de escrever a língua em função da particularidade dos diversos destinos que possuem o inglês como idioma oficial. Para lidar com isso, o melhor a fazer é se preparar para ser compreendido de uma forma global, generalizada, sem se apegar em especificidades que serão adquiridas de maneira comportamental mais tarde, depois de conviver cotidianamente com falantes nativos.

A diferença entre o inglês usado para ingressar em universidades e o que é empregado nas relações humanas fora desse ambiente são bem grandes. É fácil traçar um paralelo quando pensamos no português. Veja: você usa a língua da mesma maneira em uma redação na escola e em um email para um amigo? Ou ainda, o vocabulário empregado em um seminário é o mesmo utilizado em uma conversa em família? Não! Mas, independente disso, se um carioca estiver conversando com um gaúcho, eles vão se entender, apesar da entonação diferente e das gírias que não comuns para eles. O mesmo se aplica quando falamos sobre o inglês.

Sotaques carregados, pronuncias que evidenciam o r – como a dos americanos – ou que não evidenciam – como os britânicos – e até as formas diferentes de escrever a mesma palavra são particularidades que tem a ver muito mais com o ambiente informal dos países do que à rigorosidade exigida pelas universidades. Tanto os professores e avaliadores, quanto os seus colegas têm ciência de que você é estrangeiro e que está se empenhando e fazendo o melhor possível para se comunicar na língua deles.

Dentro de sala de aula o objetivo é um só: que você entenda e seja entendido na hora dos estudos. É algo muito mais relacionado às quatro habilidades (de ouvir, falar, ler e escrever) do que especificamente se prender a conhecer a fundo todas as variações da palavra “color”, por exemplo.

É por isso que as instituições quase sempre comprovam o seu domínio de idioma com certificados internacionais de proficiência – que geralmente são exigidos logo no início do processo de admissão. Isso porque, eles legitimam, com base em parâmetros internacionais e objetivos (no caso, o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas – CEFR), que os candidatos estão aptos para absorver o conhecimento que será transferido em sala de aula e que vão conseguir se comunicar adequadamente com seus colegas e professores.

E, para contribuir com esse cenário, as opções de exames de Cambridge Assessment English têm a proposta de testar o inglês internacional, com suas diversas pronúncias. Todos os itens pedidos em prova são testados antes de serem utilizados nos exames e os que forem considerados muito difíceis ou que discriminem injustamente uma cultura, por exemplo, são rejeitados. Em média, mais de 200 mil candidatos participam nos testes preliminares todos os anos. Tudo isso é garantia de que os procedimentos sejam seguidos e confere condições de igualdade para qualquer candidato, em qualquer parte do mundo. Ou seja, todo o processo é concebido de modo a não privilegiar ou dar vantagens a ninguém, com foco apenas no conhecimento adquirido por cada um.

Dessa forma, resta uma insegurança a menos para lidar em um momento de transição como esse!

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