Parâmetros internacionais de proficiência: como podem orientar o desenvolvimento no inglês

Nathalia

25 Julho 2018 | 15h56

Você já se questionou alguma vez sobre qual métrica nós usamos no Brasil para definir o domínio das pessoas em relação à língua inglesa? É bastante comum recorrermos à frase “Fulano fala inglês”, seja para aquela pessoa que tem um domínio mais básico ou para quem tem certa fluência. Mas, o que isso diz, de fato? Não muito, já que fluência é algo bastante subjetivo e ligado ao objetivo e necessidades de cada um.

Então, qual é a maneira mais objetiva de avaliar a questão? Um meio ainda pouco difundido em larga escala por aqui é o parâmetro que processos seletivos educacionais ou profissionais levam em conta para a admissão: o Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas (CEFR).

Esse documento apresenta de maneira objetiva o que cada um de nós é capaz de realizar dentro do domínio individual da língua. Ou seja, ele exclui aspectos subjetivos (como sotaques, por exemplo) e confere condições de igualdade para qualquer pessoa, independente da sua naturalidade. Em outras palavras é como dizer que um brasileiro e um haitiano são avaliados levando em consideração os mesmos princípios e quesitos, valorizando suas habilidades.

Mas, por qual motivo é importante saber sobre isso? Quanto antes tivermos consciência sobre o tema, melhor nos relacionaremos com o processo de avaliação do nosso conhecimento e mais cedo teremos a chance de ser independentes quanto ao uso do idioma. Então, olhar para todo esse processo de evolução permite ajustar o percurso para desenvolver os pontos mais fracos e ampliar as oportunidades de sucesso ao final dos estudos.

Segundo o CEFR, existem seis níveis diferentes de domínio do inglês: A1, A2, B1, B2, C1 e C2.

O “A” classifica os níveis iniciais e básicos do idioma, onde se encaixa aqueles que conseguem compreender e usar expressões familiares e cotidianas que satisfazem suas necessidades básicas. É o que define quem é capaz de se comunicar em tarefas simples e rotinas que exijam apenas uma troca rápida e fácil de informações.

No intermediário temos o “B”, que se refere a um usuário com um conhecimento e entendimento da língua mais elevados. O B1 é um nível intermediário em que o aluno compreende as questões principais de assuntos que são familiares e consegue reproduzir discursos simples e coerentes sobre os assuntos que conhece. No B2 o indivíduo compreende desde ideias principais de textos mais complexos sobre tópicos concretos ou abstratos e até discussões técnicas sobre sua área de especialidade. É aqui que as pessoas começam a conseguir se comunicar com espontaneidade com falantes nativos sem maiores dificuldades durante o diálogo.

Por fim, o “C” é o nível mais alto que se pode chegar, é o usuário proficiente e o mais solicitado nos processos seletivos internacionais. No C1 o usuário é capaz de compreender um vasto número de textos longos e exigentes e se comunica de forma fluente e espontânea sem precisar pensar muito nas palavras. Ele consegue usar a língua de modo eficaz em quase todas as suas áreas de convivência. Já o C2 é o nível de domínio pleno de inglês, onde o aluno compreende sem esforço algum praticamente tudo o que ouve ou lê e também, se comunica espontaneamente e de modo fluente com exatidão.

Para saber qual o real domínio de inglês de alguém é preciso que ela passe por um teste internacional de proficiência, que são as provas desenvolvidas por organizações como Cambridge English para avaliar diretamente os conhecimentos na língua inglesa.

Existem diferentes modelos de certificação, mas algo em comum é que todas as habilidades (falar, escutar, ler e escrever) são testadas para compor o panorama de conhecimento de cada pessoa. E o melhor nisso tudo é que, mais do que conhecer em qual nível você está, os resultados gerados por meio da avaliação apontam o seu desempenho em cada uma.

Mas, como começar? As certificações internacionais são referentes a um nível específico do idioma. Então, se você sabe que é intermediário no inglês, procure uma opção para esse nível especificamente, como o B2 First. Mas, se você nunca olhou para o CEFR e não sabe qual é seu nível, aplicar no escuro para qualquer teste pode ser perda de tempo e de dinheiro, pois você não sabe ao certo onde está e nem onde precisa chegar com o idioma para conseguir seus objetivos.

Nesse caso, a dica é escolher como ponto de partida um teste multinível, como o Linguaskill. Ao aplicar para o teste, além de entender em qual nível se encaixa a partir do CEFR, o aluno também recebe uma especie de “relatório” com a nota de cada habilidade testada na escala de Cambridge. E isso o ajuda a entender quais são os pontos que precisam ser melhorados. Por exemplo: o usuário pode ser muito bom na leitura, mas mediano na compreensão auditiva.

Esse tipo de diagnostico é muito importante, pois conhecendo as dificuldades se torna muito mais fácil trabalhar diretamente no ponto fraco ao invés de estudar de forma generalizada. E, com isso, você consegue se preparar da maneira correta para aplicar ao teste que deseja, obter um resultado de sucesso e usar a certificação para seu futuro.