O benefício de experiências imersivas de aprendizagem de línguas e como criá-las

Cambridge Assessment English

13 de dezembro de 2021 | 16h17

Qual é a melhor maneira de aprender inglês? Quantas vezes já se fizeram essa pergunta? Pais e profissionais ocupados, buscam essa resposta rápida. Os adolescentes adorariam um método mágico, assim como as crianças em cursos de férias no idioma. É bastante comum que os alunos (e não apenas eles) tenham essa inquietação, independentemente de sua habilidade ou contexto. Todos querem saber se existe um método particularmente eficaz que pode acelerar magicamente o processo de aprendizagem.

Entretanto, uma das respostas para essa pergunta foge do que, habitualmente, as pessoas estão acostumadas. Ela não é composta de um conjunto de exercícios de gramática prescritos que eles podem completar, um único app inteligente que podem usar ou um livro didático pedagogicamente excepcional que possam trabalhar. O que acontece é que, muitas vezes, a resposta é mais fácil de falar do que fazer: experiência!

Aprender uma língua estrangeira, como o inglês, demanda se cercar dela e utilizá-la em diferentes contextos. Falar. Ouvir. Se comunicar!

As experiências imersivas compõem um método de aprendizagem bastante estimulado e aprimorado na qualificação CELTA, oferecida por Cambridge English para que os professores se diferenciem no mercado de trabalho por meio de habilidades práticas e conhecimento para um ensino eficiente. E são também uma abordagem bastante estudada pelos acadêmicos.

Existem vários estudos que mostram que os alunos expostos ao idioma que estão aprendendo de forma imersiva, seja por meio de um programa de imersão bilíngue em sua escola ou de uma experiência de estudo no exterior, por exemplo, apresentam níveis mais elevados de fluência (por exemplo, Cummins 2009, Kinginger 2011, Wilkinson 1998), especialmente quando a motivação para aprender e absorver o idioma é alta. A alta motivação, por sua vez, é fomentada pelo desejo de pertencer ou aproximar-se da cultura do idioma de destino.

Estamos programados para desejar uma conexão emocional e social e, quando colocados em contextos onde essa conexão só está disponível por meio de uma língua estrangeira, nossa motivação para adquiri-la aumenta. É por isso que aprender um idioma no país onde é falado é tão eficaz – oferece uma oportunidade de imersão completa no idioma. Muitas aulas de linguagem comunicativa visam imitar essa imersão por meio de um contexto significativo, ampla entrada de segunda língua e envolvimento emocional.

Embora as experiências de imersão no idioma sejam eficazes para alunos de todas as idades, elas podem ter resultados notáveis ​​nas crianças. Na pesquisa de aquisição de segunda língua, há algo chamado de “a hipótese do período crítico” (CPH). Ela afirma que todos os humanos têm um período (geralmente em uma idade jovem) durante o qual é possível atingir a competência nativa completa ao aprender uma língua em um ambiente imersivo e linguisticamente rico – algo que não foi observado com adultos.

O CPH não é universalmente aceito e foi contestado (por exemplo, Vanhove 2013). Existem numerosos estudos que apoiam a noção de que as crianças são conhecidas por serem mais abertas para aprender um idioma intuitivamente, por meio da comunicação, em vez de aprender um conjunto de regras rígidas, e que a exposição precoce ao idioma prepara os alunos para o sucesso e a confiança mais tarde na vida (por exemplo, Abrahamsson e Hyltenstam 2009, Birdsong 2009, DeKeyser 2012).

E a dúvida que fica é: como podemos criar experiências imersivas? Nem todo mundo tem a oportunidade de viajar ou estudar no exterior por longos períodos para aprimorar seu inglês. Mas, felizmente, vivemos em um mundo onde a fusão da globalização e da digitalização produziu muitas oportunidades para os alunos serem expostos ao inglês em uma variedade de contextos.

São exemplos:

  • assistindo filmes e vídeos
  • ouvindo músicas
  • comentando em vídeos online
  • envolvendo-se em discussões online
  • participando de webinars e cursos online em inglês
  • jogando video games

Este último ponto é algo possível de ser incorporado no estudo de inglês por meio da gamificação e de aplicações que são gratuitas e podem elevar o valor percebido do ensino no próximo ano.

O melhor exemplo que podemos trazer, oferecido por Cambridge English são recursos como o jogo Monkey Puzzles, que pode traz atividades que ficam mais desafiadoras conforme as crianças vão passando de nível e obtendo progresso. É um jogo simples e rápido que incorpora a tecnologia na sala de aula e ajuda a trazer a atenção dos alunos para o estudo. O aplicativo em questão é ideal para treinar a leitura e é ideal para estudantes que estão entre os níveis A1 e A2 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR).

Ainda no mundo dos jogos e aplicativos, o Quiz your English é ideal para alunos mais velhos que precisam treinar vocabulário e gramática, pois engloba conhecimento dos níveis B1 e B2 do CEFR. Nesse app, os alunos conseguem competir entre si e acompanhar o progresso, além de ganhar medalhas conforme evoluem dentro da brincadeira.

Ampliando nosso comentário e se formos pensar em vídeos e músicas, Cambridge English  disponibilizou o Sing and Learn, uma série de vídeos para estudantes que estão desde o nível Pre-A1 até A2. As músicas são pensadas para auxiliar no aprendizado, memorização e a entender como funciona o uso correto das palavras. Além disso, as músicas são um dos fatores de imersão importantes para o aprendizado.

Se formos adiante e aprofundarmos a experiência de imersão para o aprendizado, podemos usar vídeos para manter os estudantes engajados e concentrados.  No canal do YouTube, Learning English with Cambridge, você encontra diversos vídeos para alunos que estão aprendendo em diversos níveis do CEFR e que trazem pequenas lições.

Todos os recursos que exemplificamos acima irão ajudar os estudantes a se sentirem mais imersos no momento de aprendizado e, com isso, absorverem o conteúdo de maneira mais memorável.

 

Referências:

Abrahamsson, N and Hyltenstam, K (2009) Age of onset and nativelikeness in a second language: Listener perception versus linguistic scrutiny, Language Learning 59, 249–306.

Birdsong, D (2009) Age and the end state of second language acquisition, in Ritchie, W C and Bhatia, T K (Eds) The new handbook of second language acquisition, Bingley: Emerald, 401–424.

Cummins, J (2009) Bilingual and Immersion Programs, in Long, M and Doughty, C (Eds) The Handbook of Language Teaching, Malden, MA: Wiley-Blackwell.

DeKeyser, R (2012) Age effects in second language learning, in Gass, S M and Mackey, A (Eds) The Routledge handbook of second language acquisition, London: Routledge, 442–460.

Kinginger, C (2011) Enhancing Language Learning in Study Abroad, Annual Review of Applied Linguistics 31, 58–73, doi: 10.1017/S0267190511000031.

Robson, A L (2002) Critical/Sensitive Periods, in Salkind, N J (Ed.) Child Development, Gale Virtual Reference Library, New York: Macmillan Reference USA, 101–3.

Vanhove, J (2013) The critical period hypothesis in second language acquisition: a statistical critique and a reanalysis, PLOS ONE 8 (7): e69172, doi: 10.1371/journal.pone.0069172.

Wilkinson S (1998) On the Nature of Immersion During Study Abroad: Some Participant Perspectives, Frontiers: The Interdisciplinary Journal of Study Abroad 4 (2), 121–138, doi: 10.36366/frontiers.v4i1.65.

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