Mitos e verdades sobre o aprendizado de inglês na infância

Cambridge Assessment English

13 de julho de 2022 | 15h09

Atualmente, vemos poucas ou nenhuma dúvida sobre a importância de se aprender um segundo idioma. Principalmente, o inglês, que é o idioma mais falado no mundo. De acordo com dados da Ethnologue (2022), são 1,452 bilhões de pessoas que dominam essa língua – sendo que mais de 50% dos falantes de inglês são não nativos (ou seja, de países cujo idioma é secundário e não a língua materna).

Além disso, a língua inglesa é adotada como idioma padrão em diversas situações, desde reuniões de negócios até o turismo e linguagens de tecnologia, como códigos de programação. Portanto, saber inglês deixa de ser uma habilidade desejável para tornar-se algo fundamental caso uma pessoa queira, por exemplo, melhores oportunidades acadêmicas ou profissionais.

E a melhor forma de absorver um novo idioma é começar o aprendizado desde cedo. Mas, por mais que muitos pais saibam desse fator, ainda há alguns mitos que cercam o aprendizado do inglês. Por isso, hoje, queremos desmistificar algumas crenças em relação ao estudo de um novo idioma desde a primeira infância e mostrar as diversas vantagens de iniciar essa jornada de conhecimento desde cedo. 

Os principais mitos em relação ao aprendizado de inglês

As teorias em torno do aprendizado do inglês na infância são muitas, mas nem todas são verdadeiras. O que deixa a maioria dos pais receosos em relação ao estudo de idiomas desde os primeiros anos de vida da criança é justamente uma variedade de informações que são criadas por um senso comum, mas que já foram refutadas por diversos estudos. 

Confira abaixo alguns dos principais mitos sobre o estudo de mais de um idioma na infância:

Aprender mais de um idioma pode confundir a criança

MITO. Aprender uma segunda língua não elimina o conhecimento que ele já tem sobre seu idioma materno, ou o que ele ainda vai aprender. Na verdade, o cérebro infantil tem uma grande plasticidade e está pronto para receber diversos estímulos. A criança poderá aprender a relacionar os dois idiomas, algo que irá facilitar o aprendizado.

Estudar inglês deixará a criança sobrecarregada e estressada

MITO. Muitos pais acreditam que “acrescentar” mais uma atividade acadêmica na vida da criança deixará ela sobrecarregada e sem tempo para brincadeiras e lazer. Mas, o aprendizado de inglês na infância é algo lúdico e cheio de atividades divertidas, justamente para engajar as crianças e fazer com que elas se interessem pelo inglês.

Se meu filho começar a estudar inglês muito cedo, ele irá esquecer

MITO. Como já citamos em um dos tópicos anteriores, o cérebro infantil possui uma capacidade extraordinária, tanto para receber estímulos, quanto para guardar o conhecimento que é adquirido nessa fase. Por isso, se a criança tiver oportunidades para usar seu conhecimento em inglês, as chances são que ela nunca se esqueça do que aprendeu.

Estudar inglês pode constranger ou traumatizar uma criança

MITO. Constrangimentos e traumas podem nascer de cobranças que possam estressar a criança, mas não do aprendizado em si. Aprender inglês na infância não exige cobranças como quando somos adultos. O conhecimento vem de uma forma lúdica e a criança recebe apenas incentivo para aprender de uma forma saudável.

As principais vantagens de iniciar os estudos de inglês na infância

O que pouca gente ainda sabe é que existem diversas vantagens de iniciar os estudos de um novo idioma ainda na infância. Depois de esclarecer os principais mitos em relação ao aprendizado do inglês, trouxemos os benefícios que esse investimento trará para a criança. Em longo e curto prazo! Veja abaixo.

Crianças bilíngues tendem a ser mais empáticas

Estudos da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, comprovaram que crianças bilíngues possuem maior capacidade de conviver com as diferenças entre pessoas e têm mais facilidade de se colocarem no lugar do outro. Elas entendem mais facilmente diferentes pontos de vista, devido à exposição a outras culturas.

Estudar um segundo idioma desde cedo ajuda na capacidade de concentração

A Universidade de Stanford conduziu um estudo chamado Bilingual Brains que estudou o efeito da educação bilíngue nas crianças. A conclusão é que as crianças que estudaram nesse regime de educação têm mais facilidade de bloquear distrações, reter atenção e priorizar, analisar e organizar informações. 

O conhecimento de inglês ajuda no aumento da autoconfiança 

O aprendizado de um novo idioma e o contato com culturas diferentes trazem mais do que apenas um senso maior de empatia e facilidade de observar diferentes pontos de vista. Eles também ajudam na socialização de uma criança e em suas habilidades de comunicação e, ainda, oferecem mais autonomia para elas se comunicarem. Com isso, os pequenos se sentem mais preparados para a vida social e para lidar com os obstáculos cotidianos.

Traz benefícios cognitivos para o cérebro

Aprender a utilizar dois idiomas diferentes para a comunicação e tornar-se bilíngue traz benefícios cognitivos para o cérebro. Não quer dizer que a criança irá aprender mais rápido do que uma pessoa que fala apenas uma língua, mas esse exercício para o cérebro permite que ela capte informações chave mais rapidamente e tenha mais habilidades na hora de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo. Além disso, um estudo realizado por neurologistas comprovou que pessoas bilíngues têm um cérebro mais preparado para lidar com doenças como o Alzheimer.

Pessoas bilíngues são muito mais preparadas para o mercado de trabalho

Com todos os tópicos que citamos acima, este último pode parecer bastante óbvio. Mas, é importante considerar que uma criança que tem contato com o inglês desde cedo terá as ferramentas para se preparar melhor para a vida profissional. Essa vantagem é algo fundamental para ser considerado a longo prazo. 

Como comprovar que seu filho é bilíngue?

Como vimos, começar a jornada do aprendizado de inglês cedo é vantajoso de inúmeras maneiras. Mas, para conseguir realmente alcançar novas oportunidades e garantir vagas em universidades e empresas internacionais, é necessário comprovar o domínio na língua inglesa. Para isso, existem os certificados de proficiência em inglês. 

Como são definidos os parâmetros de avaliação da proficiência em inglês?

Raramente uma instituição internacional – educacional, governamental ou empresa privada – aceita apenas um currículo ou um formulário de aplicação no qual conste apenas a afirmação de “nível de inglês avançado”, pois isso comprova muito pouco sobre o nível de entendimento de um indivíduo sobre o inglês. Eles precisam de um documento oficial, que comprove que o candidato tem as habilidades necessárias para a posição que ele almeja. 

Por isso, a maioria dos certificados de proficiência – incluindo as Qualificações de Cambridge – são baseadas em um documento que estabelece os níveis de conhecimento em um idioma. Esse conjunto de parâmetros é conhecido como o Quadro Comum Europeu de Referência em Línguas (CEFR). 

Elaborado por diversos especialistas em idiomas, o CEFR é dividido em três níveis, com subdivisões: A1, A2, B1, B2, C1 e C2, que são classificados da seguinte maneira:

NÍVEL A – Iniciante

São os falantes básicos, que dominam apenas expressões relacionadas a contextos familiares, como: cumprimentar, falar sobre tarefas básicas do dia a dia, saber se comunicar em viagens rápidas e conversar com a família.

NÍVEL B – Intermediário

Neste nível, as pessoas já têm mais independência, consegue entender as principais ideias da conversa e falar sobre assuntos que domina, como vida profissional, acadêmica e seus interesses pessoais. Conseguem se comunicar com falantes nativos e lidar com as situações cotidianas sem problemas.

NÍVEL C – Avançado

Neste nível, as pessoas já dominam o idioma de maneira semelhante a um falante nativo. Isso quer dizer que já possui a capacidade de conversar naturalmente sobre qualquer assunto, entender falas e textos, mesmo aqueles que não tratem de um assunto que ela domina, além disso, já tem conhecimento profundo do vocabulário e consegue usar palavras mais elaboradas.

As Qualificações de Cambridge

As Qualificações de Cambridge são exames de proficiência aprofundados, baseadas em situações da vida real e que avaliam as quatro habilidades principais para o domínio em um idioma: escrita, expressão oral, leitura e compreensão auditiva. Cada um de nossos exames é concentrado em um diferente nível do Quadro Comum Europeu de Referência em Línguas (CEFR).

Atualmente, são mais de 25 mil instituições ao redor de 130 países que aceitam nossas certificações de proficiência. Nossas Qualificações são reconhecidas por seus altos padrões de imparcialidade, confiabilidade e qualidade.

Um Certificado de Proficiência de Cambridge abre as portas para o ensino superior e melhoram as perspectivas profissionais para quem as alcança. Por isso, comprovar a habilidade em inglês é uma maneira de expandir horizontes.

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