Estou estudando inglês: como saber se estou realmente progredindo?

Nathalia

18 de fevereiro de 2019 | 15h01

A decisão de começar a estudar inglês é muito importante e uma das melhores escolhas que se pode fazer para si mesmo e para sua carreira. Atualmente, saber “só o básico para se virar em emergências” deixou de ser suficiente para quem almeja os estudos no exterior ou posições de trabalho de destaque no mundo globalizado das multinacionais e das startups, por exemplo. A fluência necessária para desempenhar as atividades de comunicação e relacionamento com outras pessoas ao redor do mundo é a tendência.

Mas, então, após tomada a decisão de dar início aos estudos, como saber se estamos ou não progredindo? Estudando sozinho, na escola, no instituto de idiomas ou com professores particulares, a boa notícia é que há maneiras inclusive bastante simples de realizar essa autoanálise para que os objetivos sejam atingidos. Veja:

1.Seja dono dos seus objetivos e revisite-os sempre
Ao ingressar na dinâmica de estudos de inglês é importante entender quais são os seus objetivos e metas. O que te levou a começar? O que você almeja e em quanto tempo? Entender os motivos para mergulhar no idioma e também qual o ponto de chegada para o qual se encaminha é o que faz com que haja um norte a ser medido: de onde parti e quão perto ou distante estou do propósito que me coloquei.

A partir disso, é necessário que você avalie e reflita a respeito deles periodicamente: eles ainda fazem sentido? Você sente que está cada dia mais preparado e menos distante do seu objetivo? Os passos diários são cumpridos? Os resultados são constantes e evolutivos? Se a resposta para um desses questionamentos for negativa, talvez seja hora de repensar o seu formato de estudo ou a divisão de tempo do seu dia. Fazer uma check-list pode ajudar nessa tarefa!

2.Converse com quem estuda o idioma ou até mesmo com nativos!
Você já pensou como foi o processo para aprender o português? A ordem natural é que todos nascemos sem falar e, então, passamos a associar palavras e atos, até que a interação progride para uma comunicação não verbal, que mais tarde dá lugar para uma fala e um entendimento completo da nossa língua mãe. O contato, a exposição e o estímulo ao idioma é que o torna natural. Com o inglês é a mesma coisa!

Estar em contato com outros alunos de níveis semelhantes ou pouco superior e até mesmo com nativos, além de ajudar no speaking (habilidade oral), também colabora para destravar a língua e perder a vergonha de falar inglês. Conversando com alguém que possui o mesmo domínio que você é possível evoluir de forma conjunta e superar as dificuldades ao lado de alguém que também está no mesmo barco. Já ao interagir com quem nasceu em terras da língua franca, você consegue ter um uma ideia do quanto ainda falta para entender e ser entendido por quem não conhece seu idioma mãe. Preste atenção em alguns pontos: entende as ideias principais do diálogo? Consegue responder de forma articulada e puxar assuntos diversos? Se a resposta for sim, você está indo bem. Se for não, é possível orientar os estudos para onde estão as maiores dificuldades.

3.Entenda como é a mensuração internacional do inglês
Aqui no Brasil nós temos a cultura de mensurar o conhecimento dizendo que “fulano fala inglês”, sem explicar, ao certo, seu nível de domínio ou habilidades que o entendimento dessa pessoa permite desempenhar.

É tudo muito subjetivo e essa não é uma forma de mensuração válida para outros países e nem aceita internacionalmente na hora de ingressar em um intercâmbio, por exemplo. Para isso, existe um quadro internacional que mede o aprendizado de idioma chamado de Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas (CEFR). Nós já falamos sobre ele aqui.

Segundo o CEFR, existem seis níveis diferentes de domínio de inglês: A1, A2, B1, B2, C1 e C2. O “A” classifica os níveis iniciais e básicos do idioma, onde se encaixa aqueles que conseguem compreender e usar expressões familiares e cotidianas que satisfazem suas necessidades básicas. No intermediário temos o “B”, que se refere a um usuário com um conhecimento e entendimento da língua um pouco mais elevados. E por último, o “C” é o nível mais alto que se pode chegar, é o usuário proficiente e o mais solicitado nos processos seletivos internacionais.

Você sabe em qual profundidade conhece o idioma hoje, de acordo com essa classificação? Caso a resposta seja não, o indicado é buscar um teste que aponte esse referencial. Nesse sentido, há desde opções mais robustas e pagas, como é o caso de alguns exames de diagnósticos, até alternativas mais enxutas e gratuitas que indicam qual exame de proficiência pode ser o melhor para você no momento. Cambridge English, por exemplo, tem um teste gratuito disponível em seu site: https://www.cambridgeenglish.org/br/test-your-english/adult-learners/.

4.Aplique a exames de proficiência em inglês
Medir a progressão nos níveis indicados acima por meio de ferramentas isentas é maneira mais objetiva de comprovar a eficiência dos estudos. E isso é feito a partir dos exames internacionais de proficiência. Trata-se de avaliações aplicadas por instituições que avaliam o domínio de cada habilidade separadamente desde o speaking (produção oral), passando pelo listening (compreensão auditiva), e o reading (leitura) e writing (escrita). A partir daí ela retorna ao candidato um relatório de seu nível e desempenho em cada uma delas.

Cambridge Assessment English, por exemplo, é uma dessas instituições. Em seu portfólio, há diversas opções de testes e exames divididos em grupos, de acordo com suas características ou indicações. Essa adequação de nível, público e faz com que seu resultado seja cada vez mais preciso. Para o público infantil, existem três exames elaborados especificamente para testar o conhecimento de forma lúdica e incentivar o desenvolvimento dos alunos. Nesse caso, não há aprovação ou reprovação. Cada habilidade é testada de forma individual a recebe pontuação em formato de escudos.

O público jovem tem a opção de prestar os exames ‘General English’ e ‘For Schools’. O A2 Key, o B1 Preliminary e o B2 First, por exemplo, caminham do básico ao intermediário superior para avaliar as habilidades em língua inglesa para atividades do dia a dia. Já os candidatos com nível mais avançado podem se inscrever para as certificações C1 Advanced ou C2 Proficiency, adequadas para quem precisa comprovar conhecimentos avançados do idioma, seja para oportunidades de trabalho, estudo ou obtenção de vistos e programas de imigração.