Como escolher uma escola de inglês entre tantas opções?

Nathalia

26 Fevereiro 2018 | 13h30

Junto ao início de um novo ano letivo muitas vezes também começa a busca por uma escola de inglês, para ampliar e fortalecer ainda mais o aprendizado do idioma. A língua tem a capacidade de expandir o horizonte e abrir portas para os estudos e para melhores chances no mercado de trabalho e, diante disso, escolher a instituição certa para o seu ensino é um fator decisivo. Mas, as opções oferecidas pelo mercado parecem infinitas: cursos com duas aulas na semana, aulas diárias, com foco no inglês como único idioma falado, com horário estendido para atividades que remetem às disciplinas escolares, com aulas uma vez na semana e até os que acontecem no universo online.

De forma geral, programas bilíngues oferecem mais tempo de exposição ao idioma, refletem o conteúdo curricular de outras disciplinas e tem o inglês como meio de comunicação (e não como foco da aula). Já os cursos de inglês tradicionais têm uma proposta clara e objetiva: ensinar o idioma em diferentes níveis. Eles oferecem professores que falam bem a língua, seguem abordagens metodológicas diferenciadas e são ambientados em espaços temáticos que promovem uma atmosfera propícia para a comunicação no novo idioma. E, como ponto adicional, aqueles que são oferecidos diretamente pelas escolas regulares ainda possuem uma opção a mais de conveniência, já que o aluno não precisa se deslocar no meio do dia.

Há também as versões online, com plataformas tecnológicas que possibilitam gravar voz e comparar textos, mas é preciso disciplina redobrada do aluno. E, dentre tantas opções disponíveis no mercado, qual deve ser a escolhida? Quais critérios usar na hora da decisão?

A primeira coisa que você precisa ter em mente é que não existe uma única metodologia ou um único formato que seja certo para todo mundo. Mais do que perfil, é preciso se perguntar quais são as necessidades com a língua, se o curso está alinhado com as habilidades que precisa adquirir e se está dentro da proposta de tempo disponível para aprendê-las no nível desejado. Por exemplo: o ponto de partida é o básico, com intenção de chegar ao seu uso independente para trilhar a vivência internacional? O aluno já possui uma base e precisa apenas do aprimoramento de algumas habilidades?

E, então, considerando esses critérios, um ponto inicial pode ser observar se o tempo em que a pessoa vai concluir o curso está de acordo com o tempo que se precisa para aprender o nível de inglês que atende a necessidade proposta.

No caso das crianças, que, em geral, possuem mais tempo livre e mais prazo para aprender, o mais interessante é inseri-las em programas de inglês mais intensos, nos quais passam mais tempo durante a semana e fazem uso disso e do espaço para empregar o inglês em brincadeiras e outras atividades lúdicas. Esse formato tende a focar em aulas e atividades para crianças a partir de dois anos de idade, em que o objetivo é mais na aquisição do idioma e não no aprendizado formal. Eles também podem incluir atividades paralelas às disciplinas escolares, tais como educação física, noções de alimentação saudável, robótica e outras para as crianças a partir de quatro anos. Essa tendência já é encontrada em alguns cursos de inglês e também estão presentes em colégios como opção de horário estendido.

Um segundo ponto importante é, no momento da visita aos espaços para conhecer a proposta dos cursos, checar quais são os requisitos mínimos do programa. Isso é, se há ou não material didático, como se dá o sistema de avaliação, com que frequência os resultados das avaliações são disponibilizados aos pais e alunos, quais outros materiais de apoio são utilizados, obrigatórios e opcionais (dicionário, gramática, caderno de exercícios) e se esses materiais são online ou físicos.

É essencial também se informar sobre a formação mínima exigida dos professores que ministram as aulas. É recomendável dar preferência para aqueles que possuam certificação internacional de proficiência, assim como cursos de metodologia para ensino de inglês, como o CELTA, reconhecido e aceito por instituições de ensino ao redor do mundo.

E ainda é preciso conferir se as aulas são conduzidas em inglês. Este ponto é crucial para oferecer ao aluno maior imersão no idioma durante a aula. Essa é a grande oportunidade que a maioria dos alunos tem para ouvir e falar em inglês e não pode ser desperdiçada com o uso do português sem que este tenha um propósito muito específico, por exemplo, traduzir uma palavra abstrata que demandaria longas explicações em inglês.

Os recursos de apoio contam nessa jornada de escolha e devem ser sondados. Eles podem ser humano (um monitor para dar aula de apoio) ou material (atividades com livros paradidáticos, plataforma online para atividades e tarefas, sala de aula com recursos tecnológicos como lousa eletrônica, acesso à internet) e servem para motivar e dar segurança aos alunos, em especial aos que possuem maior necessidade de atenção.

E, por fim, uma das perguntas principais é se o curso prepara você ou seu filho para certificações internacionais. Elas são essenciais para validar não só o trabalho prestado pelos docentes do curso como também o esforço do aluno e dos pais. Nós já falamos mais sobre esse tema aqui: http://educacao.estadao.com.br/blogs/cambridge-english/qual-e-o-tipo-de-certificacao-mais-indicado-para-cada-etapa-da-vida/

No geral, ao cruzar a avaliação de cada um dos pontos acima você encontrará um retrato fiel do que cada opção tem a oferecer e no que ela é mais vantajosa ou não em relação às outras. A combinação positiva de todos os fatores faz com que o aprendizado do idioma seja algo prazeroso, leve, e que o aluno levará para toda a vida.