A utilidade dos certificados de Cambridge para os cinco destinos mais procurados pelos brasileiros para intercâmbio

Nathalia

15 Outubro 2018 | 15h59

Já passou pela sua cabeça ou dos seus filhos o desejo de continuar os estudos no exterior? Esse é um pensamento bastante recorrente e sonhado por grande parte dos alunos brasileiros e também é comum que logo nas primeiras buscas de informação os interessados se deparem com a necessidade de possuir no currículo uma certificação internacional de proficiência em inglês. Essa obrigatoriedade nos processos seletivos de admissão das instituições estrangeiras é exigida para, justamente, resguardar a eficiência da experiência: eles garantem que o candidato tem um bom domínio do idioma para acompanhar as aulas e executar as atividades acadêmicas e do dia-a-dia, como se relacionar com os colegas.

Mas, além disso, essa comprovação pode ser aliada para outros aspectos dessa jornada de imigrar para estudar nas universidades do exterior, como o visto.

Os certificados emitidos por Cambridge Assessment English, que é o departamento da Universidade de Cambridge responsável pela avaliação de proficiência em inglês, são exemplos de exames que possuem outras finalidades no processo. Confira abaixo algumas particularidades deles em alguns dos destinos mais procurados pelos brasileiros:

Estados Unidos
Na terra do tio Sam, o destino mais procurado pelos brasileiros para intercâmbio, o exame C1 Advanced de Cambridge English é aceito e pode ajudar a ingressar em instituições renomadas como California Institute of Technology (Caltech), Michigan State University, New York University, Northeastern University e University of Michigan.

Além disso, a partir desse semestre, os estudantes que quiserem aplicar ao processo de admissão de Harvard, universidade melhor colocada no ranking World Reputation 2018 da Times Higher Education e também na lista elaborada pela Forbes, em 2017, poderão apresentar os resultados dos exames C1 Advanced e do C2 Proficiency como parte da constatação das habilidades na língua inglesa.

E a lista ainda continua: Williams University (a número 1 do Liberal Arts College), University of Missouri, Syracuse University, University of Mississippi, Babson College e Wellesley College são outras opções que reconhecem as qualificações.

Reino Unido
Praticamente todas as universidades do Reino Unido, que contempla Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales, aceitam o C1 Advanced de Cambridge English no processo de admissão para estudantes de nível de graduação ou superior. Para esses destinos, o maior benefício do exame é encurtar uma etapa do visto de estudante.

Os estrangeiros que solicitam essa modalidade de permissão e que não são originários dos países que integram a comunidade europeia precisam passar por uma avaliação específica que se chama SELT, uma prova de “segurança” para comprovar que o aluno domina o inglês entre os níveis B2 e C2 do Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas (CEFR). Mas, se a pessoa já tiver tido sua candidatura aprovada por uma universidade local que aceita o C1 Advanced ou o C2 Proficiency no processo seletivo e possuir no currículo uma dessas opções de qualificação, ela é dispensada dessa fase, já que entende-se que a instituição tem autonomia para aceitar certificações internacionais amplamente reconhecidas pelo seu valor e isenção.

Irlanda
Terra dos duendes e segundo país com a maior população de ruivos no mundo, a Irlanda é o terceiro destino mais procurado por brasileiros para intercâmbio, segundo dados levantados em uma pesquisa conduzida pela rede de intercâmbio World Study. Assim como na maior parte das outras nações, quando falamos na educação de estrangeiros, já no processo seletivo é pedido que haja a comprovação da proficiência na língua inglesa.

O nível C1 do CEFR é um dos mais solicitados. É o caso da Trinity College Dublin, que figura no ranking das melhores universidades do mundo conduzido pelo Times Higher Education e que é apenas uma das instituições que reconhece o certificado C1 Advanced de Cambridge Assessment English. Outros exemplos são o Dublin Institute of Techonology, a University College Dublin e a University of Limerick.

Um ponto favorável para embarcar para esse destino é que o estudante brasileiro não necessita de um visto pré-viagem, o que facilita (e muito) a matrícula em uma instituição local de ensino, além da compra da passagem. A retirada do visto é feita já em terras irlandesas e varia conforme critérios como o tempo do curso e o objetivo individual quanto à experiência desejada, como se há o interesse em aliar o trabalho temporário também.

Austrália
No país dos cangurus, o C1 Advanced também possui aceitação de 100% das universidades para cursos de graduação. Ele é válido para o processo de admissão de todas as instituições de prestígio do Grupo das Oito, como a Universidade de Sydney, a Universidade de Melbourne e a Universidade de Adelaide. O exame também é aceito pelo Departamento Australiano de Imigração e Proteção de Fronteiras (DIBP) para concessão de vistos, incluindo o de estudante.

Além disso, o exame também é solicitado pelos três órgãos profissionais voltados à área contábil australiana (Chartered Accountants Austrália e Nova Zelândia; Certified Practicing Accountants Austrália, CPA Austrália; e o Instituto de Contadores Públicos, IPA) e facilita a emissão do visto de estudantes internacionais de contabilidade que solicitem as modalidades qualificadas temporary graduate ou skilled migrant.

O certificado não ajuda só nos cursos de graduação. Muitas instituições da categoria TAFE, que representa os cursos técnicos e de educação continuada, incluindo o TAFE NSW e o TAFE Queensland, aceitam não apenas a comprovação de nível C1, mas também o B2 First.

Nova Zelândia
Na terra dos Kiwis, nome dos habitantes locais em homenagem a um pássaro típico da região, 100% das Universidades aceitam o exame Advanced, de nível C1 do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR), não só para admissão dos cursos de graduação como também para grande parte das opções de extensão e especialização. O C2 Proficiency também é reconhecido.

O B2 First também pode ser utilizado para solicitar o visto Pathway Student Visa, concedido pelo governo com permissão para que os estudantes internacionais se inscrevam em até três cursos consecutivos em um período de cinco anos e para que a pessoa possa trabalhar em uma vaga de meio período por até 20 horas semanais durante o ano letivo e integralmente nas férias. Além disso, outras categorias de visto, como o Skilled Migrants, o Students Undertaking Employment e o Business Residence também aceitam o B2 First para comprovar o inglês.