Tábata Amaral cobra visão de educação e não de economia no MEC

Renata Cafardo

10 de abril de 2019 | 18h38

A deputada federal Tábata Amaral (PDT-SP) se disse preocupada com a divulgação da nova equipe do Ministério da Educação (MEC) e com as declarações no novo ministro Abraham Weintraub. “Quero ver se vai prevalecer a visão do Ministério da Economia, com desvinculação de recursos, ou a visão de dar educação de qualidade para todos”, afirmou.

Os principais cargos do MEC passarão a ser ocupados por profissionais com experiência em administração, mas sem qualquer relação com a área de educação. Em entrevista, Weintraub disse ainda que o Brasil já gasta bastante com educação em relação ao PIB.

A deputada lembrou que apesar de 6% do PIB aplicados na área no País, há cidades que trabalham com cerca de R$ 400 por aluno, por ano. Isso porque o valor é dividido por estudante de cada Estado e o Brasil tem uma quantidade muito maior de alunos do que outras nações que investem a mesma porcentagem do PIB.

A Secretaria de Educação Básica (SEB), considerada uma das mais importantes, ficará com Janio Carlos Endo Macedo. Ele é formado em Direito, com especializações em Administração e atuou por mais de dez anos em banco, sem experiência na área de políticas educacionais. Também foi secretário executivo do, então Ministério do Trabalho.

Segundo o Estado apurou, Macedo reuniu rapidamente a equipe técnica hoje e pediu que indicassem a ele 10 prioridades para a educação básica.

As declarações da deputada foram dadas no lançamento hoje da Frente Parlamentar Mista da Educação, na Câmara dos Deputados. O grupo é formado por deputados, senadores e representantes de organizações não governamentais. O objetivo do grupo é garantir o foco das políticas públicas em áreas em que já existem evidências de resultados.

 

 

 

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