Ordem no MEC agora é gastar para mostrar serviço

As secretarias do MEC estão sendo consultadas para saber onde é possível colocar dinheiro

Renata Cafardo

28 de novembro de 2019 | 09h24

O Ministério da Educação (MEC) se tornou um caos depois da reportagem do Estadão que mostrou ineficiêcia e paralisia na pasta, identificadas pela comissão de acompanhamento da Câmara dos Deputados. A ordem do ministro Abraham Weitraub é gastar para demonstrar que algo está sendo feito, segundo fontes.

Todas as secretarias do MEC estão sendo consultadas para saber onde é possível colocar dinheiro. A dificuldade de investimento existe porque não foram desenvolvidos programas novos e os gestores têm pouco conhecimento dos antigos.

Segundo fontes, milhões de reais devem ser gastos até o fim do ano. O dinheiro foi liberado diretamente pela secretaria executiva do MEC.

Dinheiro foi liberado pela secretaria executiva, ligada diretamente ao ministro Weitraub

Ontem, em evento em São Paulo, governadores e secretários de educação falaram em “ano perdido” para a área por causa da atual gestão do MEC. “Os cargos mudam a toda hora, começamos a conversar com uma pessoa, de repente não está mais no ministério, não há continuidade”, disse o governdor Paulo Camara, do Pernambuco. “O Brasil vai pagar um preço alto por essa inoperância.”

Secretários também contaram à reportagem que não houve qualquer planejamento do MEC com os Estados ou diálogo entre os entes.  O governo federal tem a função indutora de políticas. O conselho de secretários de educação (Consed) é quem tem ajudado os Estados a pensar e direcionar políticas.

Tendências: