Mais de 30 institutos de educação lançam juntos plataforma pública de ensino on line

Mais de 30 institutos de educação lançam juntos plataforma pública de ensino on line

A plataforma Aprendendo Sempre reúne ferramentas e aplicativos voltados para professores de escolas públicas e também famílias

Renata Cafardo

09 de abril de 2020 | 06h00

Trinta e cinco institutos e fundações ligadas à educação lançam juntas uma plataforma de ensino on line e gratuita, que pode ser usada por professores e famílias durante o fechamento das escola por causa da pandemia do coronavírus. A plataforma Aprendendo Sempre reúne ferramentas e aplicativos como o Aprendizap, um robô que dá dicas de estudo, vídeo aulas e exercícios pelo Whats App, segundo a série e idade  do estudante.

A plataforma é focada em alunos de redes públicas de ensino, mas qualquer pessoa pode usar. Diferentemente das escolas particulares, as escolas estaduais e municipais do País, em geral, deram férias nesse início de isolamento e só devem começar com experiências de aulas on line no fim de abril. Muitas não têm estrutura ou recursos para ter projetos próprios de educação a distância. “A ideia não é que cada rede crie sua plataforma, por isso estamos disponibilizando para todas”, explica o diretor executivo da Fundação Lemann, Denis Mizne.

Além da Lemann, fazem parte do grupo entidades como Itaú Social, Movimento pela Base, Instituto Natura, Instituto Península, Porvir, Unicef, Instituto Sonho Grande, Fundação Telefônica Vivo, Oi Futuro, Nova Escola, entre outras.


O grupo vem se reunindo desde o início da pandemia com o conselho de secretários de educação estaduais (Consed) e municipais (Undime), além do Ministério da Educação (MEC), para buscar soluções para as escolas públicas. O Estado já havia noticiado a intenção das entidades de negociar créditos de celulares gratuitos para que os estudantes pobres pudessem fazer as atividades on line sem gastar nada do plano individual. Segundo Mizne, esses acordos ainda estão sendo negociados.

O Estado de São Paulo lançou nesta semana, como o Estado adiantou, um aplicativo próprio para seus estudantes. Outros Estados, como Paraná e Minas, também estão estruturando projetos.

Em um segundo momento, o grupo – que criou um fundo com R$ 5 milhões – vai ainda ajudar na elaboração de vídeo aulas para as redes públicas e também na estruturação da volta às aulas, com o fim do isolamento. “Já tivemos outras experiências de interrupções de aulas, com greves ou desastres naturais, mas em geral fica tudo desorganizado, com aulas aos sábados que ninguém vai”, diz Mizne. Agora, a ideia é criar processos de recuperação de apoio à defasagem, que com certeza deve aparecer depois do período sem aulas.

Medida provisória publicada pelo governo permite que as escolas cumpram agora não mais os 200 dias letivos, mas apenas as 800 horas, que eram exigidas conjuntamente. Isso quer dizer que essas horas podem ser usadas agora em educação a distância e, depois, também organizadas no calendários escolar.

 

 

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