ESTUDE MELHOR | De cabelo em pé na quarentena

Colégio Stockler

31 de março de 2020 | 09h43

Como ajudar os filhos a se adaptarem à rotina escolar no isolamento social

 

Desde que começou o período emergencial de enfrentamento ao coronavírus e as aulas foram suspensas, o dia a dia da maioria das famílias parece ter virado de ponta-cabeça. Em uma verdadeira batalha contra o relógio, pais e mães tentam se organizar para dar conta de suas demandas profissionais, arrumar a casa, preparar as refeições, reequilibrar as finanças e ainda ajudar os filhos na nova rotina escolar, que agora tem tarefas online, videoaulas e chats com professores.

Na prática, de monótona, a quarentena não tem nada. “É uma situação que pegou todos de surpresa, fazendo com que adultos, idosos, crianças e adolescentes tivessem que criar, às pressas, estratégias para se adaptar”, comenta Maria José Gimenes, orientadora educacional da 3ª série do Ensino Médio no Colégio Stockler.
Entre as estratégias de sobrevivência, está o desenvolvimento da tolerância, da criatividade e da colaboração. “Precisamos também de mais empatia, de flexibilidade uns com os outros e do fortalecimento das parcerias dentro e fora de casa, o que inclui a escola”, afirma Alessandra Bronze, orientadora educacional do Fundamental II no Colégio Stockler.

Tudo isso tende a aliviar a tensão dos pais e diminuir a carga de funções que acumularam de uma hora para outra, em especial no que tange à educação formal dos filhos. “Ainda que os pais acabem assumindo para si esse encargo na quarentena, os estudos continuam sendo responsabilidade dos alunos. Devem ser eles os protagonistas das leituras, tarefas, trabalhos e prazos escolares”, afirma Alessandra.

A boa notícia é que os esforços já começam a dar resultado. “Os jovens, que agora inevitavelmente são forçados a amadurecer na quarentena, estão se tornando mais responsáveis e autônomos”, afirma Maria José.

O desafio, porém, não para por aí. Cabe à escola e às próprias famílias continuarem incentivando o desenvolvimento do estudante, de forma que a adaptação à atual rotina escolar – ainda que extraordinária – potencialize os aprendizados. Confira a seguir as dicas das equipes de orientação educacional do Stockler.

 

 

1. Colabore com a rotina de estudos do seu filho, de preferência respeitando os horários em que ele frequentaria a escola. “Isso é ainda mais importante quando se trata de crianças e pré-adolescentes, que têm mais dificuldade de entender que quarentena não é férias”, orienta Alessandra.

 

2. Garanta um ambiente propício à concentração. Evite manter a televisão ligada ou videogame e redes sociais à vista. Estudar deitado, nem pensar! Fatalmente induzirá ao sono. Um ambiente tranquilo, bem iluminado e com móveis adequados fazem o tempo e o estudo mais proveitosos. Sugira também que ele troque o pijama por roupas confortáveis e limpas para começar o dia com o pé direito.

 

3. Ajude-o a se organizar. Em meio a tantas videoaulas, tarefas, chats e fóruns de discussão, é fácil se perder e não estabelecer prioridades. “Uma dica é fixar a atenção em apenas uma disciplina de cada vez, conforme horário de estudos sugerido pelo próprio colégio”. Tabelas e planners que mostrem as tarefas feitas e as pendências também podem ser úteis nesse processo.

 

4. Oriente-o a manter contato remoto com os professores e tirar as dúvidas. Isso tende a reduzir o nível de ansiedade do aluno. “Ao mesmo tempo, já adiante que é preciso ter paciência. Afinal o professor não estará online o tempo todo”, pondera Alessandra.

 

5. Respeite as pausas e o descanso do seu filho. Recomende pausas de até 20 minutos entre uma disciplina e outra, para que o cérebro possa descansar e se preparar para o próximo conteúdo, afirma Maria José. Mas atenção: não use esse tempo para bombardeá-lo com perguntas ou cobranças. Em vez disso, conversem sobre como estão se sentindo, sugira um alongamento, ofereça uma massagem, ouçam música ou simplesmente deixe-o livre para ler mensagens e conversar com os amigos.

 

6. Fique atento a alterações de humor, especialmente se o adolescente estiver prestes a fazer vestibular. “O isolamento social na fase pré-vestibular é um convite para a instabilidade emocional”, ressalta Maria José, que também é psicóloga. Alguns sintomas são tristeza, perda de interesse, queda de energia, ansiedade alta na execução das tarefas escolares, aumento ou perda de apetite, impaciência, agressividade, intolerância, entre outros.

 

7. Estimule atitudes e pensamentos positivos. “Não deixe seu filho sofrer por antecipação. Incentive-o a fazer o melhor dentro do que é possível no dia de hoje. Novas estratégias de enfrentamento e soluções poderão ser encontradas à medida que os órgãos de saúde divulgarem outras informações sobre a pandemia”, diz Maria José. Como exemplo, ela cita a possibilidade de adiamento das provas de alguns vestibulares 2020 e do próprio ENEM, tal como já avalia o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

 

8. Ressignifique o isolamento social. Conversem sobre a razão de ser da quarentena, que não deve ser encarada como uma punição e sim como uma atitude de preservação da vida. “Mantenha o discurso positivo, lembrando que tudo isso é passageiro e que juntos encontrarão possibilidades de sair ainda mais fortes em busca do novo”, sugere Maria José.

 

 

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