ESTUDE MELHOR | Como driblar a ansiedade no período de provas do filho

Colégio Stockler

28 de fevereiro de 2020 | 14h33

Sete dicas para gerenciar as expectativas da família e garantir o bem-estar psicológico do estudante

 

Quem nunca sentiu aquele frio na barriga às vésperas de uma prova ou de receber a tão esperada nota? A ansiedade diante de uma avaliação escolar é um fenômeno comum entre estudantes – e, até mesmo, esperado. Aprender a lidar com ela, porém, é a chave para o bem-estar psicológico e o sucesso na vida acadêmica.

De acordo com um estudo divulgado pelo Boletim da Academia Paulista de Psicologia em dezembro de 2018, a forma como os adolescentes encaram as provas – antes, durante e depois – tem impacto direto sobre seu rendimento. A pesquisa, feita com 345 alunos do Ensino Médio na rede pública de São Paulo, revelou que o desenvolvimento de competências adaptativas – como autoconfiança, buscas por suporte e informação, resolução de problemas e resiliência – tende a favorecer o desempenho nas avaliações.

O desafio, no entanto, não se limita ao estudante e à escola. Gerenciar as expectativas em relação à performance do filho também é função dos pais. “Não dá para pensar o jovem e a educação sem uma visão sistêmica, na qual a família necessariamente se insere”, afirma Kátia Ritzmann, orientadora educacional do Ensino Médio no Colégio Stockler.

Ela destaca que, em geral, as primeiras provas do ano são as que mais despertam insegurança nos pais. “Tudo é novo também para eles – da série escolar, turma e professores às dinâmicas avaliativas”, explica Kátia. Por outro lado, se os medos da família não forem controlados, podem acabar assustando o estudante.
Para fugir de armadilhas como essa e driblar a ansiedade no período de provas, confira sete dicas para colocar em prática com seu filho.

 

1. Não transfira sua ansiedade:

Cuidado para não despejar suas angústias e frustrações no filho. Frases como ‘o sexto ano é muito difícil’ , ‘prepare-se porque o Ensino Médio vai exigir mais dedicação’ e ‘na minha época, não era assim’ devem ser evitadas. “Tenha em conta que, de la para cá, a educação e as formas de avaliação mudaram bastante”, garante Kátia.

 

2. Dimensione sua expectativa:

Ela deve ser proporcional à faixa etária e autonomia do aluno. Além disso, não exija que seu filho seja perfeito e tire as melhores notas em todas as disciplinas. “Afinal, quem disse que notas altas são o único meio de identificar um bom aluno?”, questiona a orientadora educacional. Para ela, o processo de aprendizado tem mais peso que a nota em si. “O diferencial está nas escolhas e caminhos que o estudante trilha.”

 

3. Não supervalorize o resultado final:

Em vez de focar na nota, direcione sua atenção para a qualidade do aprendizado. “Para isso, acompanhe as etapas prévias à avaliação do seu filho, como a realização de tarefas de casa e trabalhos, resolução de dúvidas e elaboração de materiais de estudos (mapas conceituais, fichamentos, resumos, esquemas etc) que lhe permitam se apropriar do conhecimento adquirido em sala”, sugere Kátia. Ela ressalta que a revisão na véspera das provas não funciona. “Decorar não é o mesmo que aprender.”

 

4. Substitua a cobrança pelo incentivo:

“Desenvolver competências acadêmicas não é questão de sorte, mas de empenho e esforço para crescer junto com os pares”, afirma a orientadora educacional. Nesse sentido, o diálogo em família e fundamental. “Converse com seu filho sobre o dia a dia dele na escola. Isso irá ajudá-lo não só a se organizar para as provas como a se autoconhecer e lidar melhor com elas.” Você também pode incentivá-lo oferecendo ajuda para estruturar uma rotina ou abrindo a casa para receber os colegas de um trabalho em grupo.

 

5. Ressignifique o fracasso:

“Um resultado inferior ao esperado não deve ser visto como um fracasso. Ele apenas difere da expectativa inicial, trazendo consigo um convite – e uma oportunidade – para revisitar o processo”, ressalta Kátia. Um bom começo é averiguar as seguintes questões: como anda o sono do estudante; se o tempo de descanso e a alimentação favorecem a memorização e a atenção; quão concentrado ele está enquanto elabora seus materiais de estudo; se houve tempo para a revisão antes do exame; entre outras. Em parceria com a escola, essas respostas podem ajudar a realinhar rotas e melhorar a rotina.

 

6. Não culpe a prova ou professor:

Diante de uma nota baixa, atribuí-la exclusivamente ao professor ou ao exame pode ser um erro. “Por um lado, demonstra a falta de entendimento dos pais em relação ao aprendizado, que envolve tanto o trabalho docente quanto o do aluno. De outro, pode indicar uma tentativa de amenizar a frustração do filho”, alerta Kátia. Em ambos os casos, o melhor caminho é recorrer à escola. “Busque conhecer melhor o professor, peça sua ajuda e o aproxime das especificidades do aluno.”

 

7. Olhe a frustração sob novo ângulo

Para ajudar o filho a enfrentar uma frustração, é importante que os pais compartilhem suas próprias experiências e formas de superação. É fundamental também que destaquem a contribuição de cada uma delas para o desenvolvimento da competência de ‘aprender a aprender’, prevista na BNCC (Base Nacional Comum Curricular). “Os erros servem para ser revisados e, mais à frente, transformados em acertos”, assegura a orientadora educacional do Stockler.

 

 

Colégio Stockler na Rede

       

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: