Teoria das Inteligências Múltiplas: como descobrir sua inteligência predominante?

Anna Beatriz

27 Abril 2018 | 12h22

Você já se deparou com uma situação em que, por mais que o professor explique uma regra ou uma fórmula, o entendimento do determinado aprendizado não é concluído com sucesso? Durante a vida nos deparamos muitas vezes com esse cenário que faz com que, enquanto alunos, nos desmotivemos ou, em casos mais extremos, criemos traumas e barreiras para determinadas disciplinas. E, uma delas, é o inglês.

A obrigatoriedade de saber o idioma nesse mundo tão globalizado que vivemos é bem clara. E para quem deseja estudar fora ou crescer na carreira profissional, suprir essa necessidade o mais rápido possível é extremamente importante. Isso por que, o domínio da língua é primordial para o sucesso nos processos de admissão, assim como para o dia a dia, seja na comunicação com os colegas, no entendimento dos conteúdos (sejam eles livros, trabalhos, contratos etc) ou ainda para a melhor interação com outras culturas.

Apesar de entender todo esse contexto de importância, é comum que algumas pessoas esbarrem em certas dificuldades na hora de começar a aprender o inglês ou mesmo de colocá-lo em prática. Há diversos motivos para isso, mas a insegurança, a timidez, o bloqueio e o trauma em função de métodos antigos que não priorizam o protagonismo do estudante são alguns dos mais recorrentes.

Até pouco tempo atrás a maior parte das metodologias usadas eram muito baseadas na fórmula livro didático combinado com o a figura do professor como a voz principal que conduz a matéria até o aluno. O que acontece é que, no final do processo, quando o indivíduo se enxerga sozinho em uma situação em que precisa se expressar no idioma ele não se sente preparado, já que não foi estimulado no momento certo a ser protagonista do seu aprendizado. E daí vem os mitos de que aprender o idioma é difícil e chato, por exemplo.

Mas, nem todas as escolas seguem esse mesmo processo de ensino! Algumas já despertaram para a necessidade de aplicar formatos mais ativos e vivos, que priorizem a ação e a inclusão do aluno como condutor do seu próprio aprendizado. E, para facilitar essa absorção de novos conhecimentos, é importante ter consciência daquilo que melhor funciona para cada um.

Você já ouviu falar sobre a Teoria das Inteligências Múltiplas? Trata-se de uma teoria criada pelo psicólogo Howard Gardner, que diz que todos têm uma inteligência predominante que, quando estimulada, faz com que o aprendizado seja mais fácil, rápido e eficaz. No total, elas são divididas em sete e cada uma tem suas particularidades:

  • Verbal e linguística: característica de quem faz o uso eficiente da linguagem oral e escrita. Quem domina essa inteligência aprende melhor com atividades de conversação e debates e também ao ouvir diálogos e assistir vídeos. Essa inteligência está associada com o lado esquerdo do cérebro e é a mais comum.
  • Musical: muito presente em pessoas sensíveis a ritmos e melodias. Nesse caso, o aprendizado é mais efetivo quando o idioma é colocado por meio de práticas que envolvem músicas e jograis. Essa inteligência é rara e está ligada a criatividade.
  • Lógica e Matemática: atributos mais exatos pedem um trabalho focado na lógica da língua e das regras gramaticais e são estimulados ao interagir com desafios como quebra-cabeças e apresentações com sequência lógica. Essa inteligência é diretamente relacionada ao lado direito do cérebro.
  • Espacial e visual: característica de quem tem facilidade em representar graficamente ideias visuais e sensibilidade para formas, espaço, cor e linhas. Nesse caso, o idioma deve ser trabalhado por meio de vídeos, tabelas, figuras, livros coloridos e uso da arte.
  • Corporal e cinestésica: presente naqueles que são habilidosos na expressão corporal e na resolução de problemas, que conseguem trabalhar com a coordenação, flexibilidade, velocidade e equilíbrio. Estes tendem a aprender melhor com a dramatização, eventos, jogos com movimento e atividades manuais. Essa inteligência está relacionada ao cerebelo, que controla os movimentos do corpo.
  • Interpessoal: comum em quem tem facilidade em compreender o temperamento, sentimento, motivações e intenções de outras pessoas. Sentem-se a vontade para trabalhar o idioma com tarefas em dupla e em grupo, assim como em formatos de brainstorming.
  • Intrapessoal: outro tipo raro de inteligência e também relacionada a liderança, presente em pessoas mais reservadas. O aprendizado é feito por meio da autorreflexão e projetos individuais.

Ou seja, é por isso que há quem consiga assimilar que 2 + 2 são quatro apenas durante a explicação e outros que precisem ver a conta representada fisicamente (por exemplo, por meio de frutas) para compreender o raciocínio.

Identificar sua inteligência predominante não é uma tarefa simples e objetiva, mas esse teste, desenvolvido pela Seven Idiomas, foi desenvolvido especialmente para isso!

E, a partir desse ponto de partida, é importante buscar opções de ensino, como o da Seven Idiomas (realizado tanto nas unidades como em programas bilíngues nas escolas parceiras), que reconheça que o processo de aquisição de aprendizado não é igual para todos e que, ao se especializar nisso, empregue em sala de aula (e também fora dela) métodos de ensino práticos e vivos que trabalhem com recursos diferentes, que contemplem de forma igualitária as sete habilidades principais para que todos sejam impactados com a mesma eficiência.