Motivos que barram o aprendizado de inglês

Anna Beatriz

03 Julho 2018 | 12h10

Ter o inglês como segunda língua há muito tempo deixou de ser um diferencial e se tornou obrigatório, ainda mais para quem pensa na carreira ou em viajar para o exterior e fazer um intercâmbio de estudos. Ter conhecimento da língua é de extrema importância para a comunicação com professores e colegas, entendimento das aulas e para leitura de livros e documentos.

Apesar disso, o idioma ainda representa uma grande barreira para a maior parte dos brasileiros. Entre vários motivos, um que chama muita atenção é o fato de que muitas pessoas sentem um certo bloqueio durante o processo de aprendizado, seja por algum trauma no passado, por timidez ou ainda por tentativas frustradas.

Mas afinal de contas, por que isso acontece? Listar todos os possíveis motivos pelos quais isso acontece é praticamente impossível, mas existem alguns casos que se repetem no dia a dia e que chamam a atenção dos especialistas.

Um deles tem a ver com a metodologia. Muitos cursos oferecidos no mercado ainda seguem métodos tradicionais de ensino, onde o professor é o protagonista e a voz principal que leva o conhecimento até o aluno, sempre com base nos materiais didáticos, trabalhos e avaliações. Sendo assim, o estudante não é encorajado a ter autonomia no processo de aprendizado.

Além disso, ele também não é familiarizado com situações da vida real no uso do idioma, fazendo com que na hora da interação a experiência seja negativa, gerando medos e bloqueios que mais pra frente vão prejudicar o avanço nos estudos.

Ainda nesse sentido, é muito comum casos de pessoas que cursaram inglês durante anos, mas que não conseguem falar uma só palavra ao finalizarem os estudos ou em situações que pedem o uso do idioma.

Isso leva a uma questão muito relacionada com a capacitação dos professores: contar com profissionais preparados para lecionar a língua de forma completa, em todas as suas habilidades é primordial para alcançar a proficiência dos alunos. Isso porque, um docente que não domina o inglês e as técnicas de ensino do idioma traz para a sala de aula exercícios que não exponham suas fragilidades, como atividades bastante focadas em leitura, e não priorizam o desenvolvimento da capacidade de entender áudios ou da comunicação oral, por exemplo. Como consequência, sem estímulo ou clima propício, o aluno não se sente motivado a praticar ou a ir além dos seus desafios e esse cenário torna-se cíclico.

Mais além, a falta de tempo também é um grande problema. O tempo dedicado ao curso e aos estudos é determinante para um aprendizado bem sucedido. Não adianta se inscrever em um curso com quatro aulas por semana se você só tem um dia para se dedicar aos estudos. Ao notar a dificuldade para acompanhar o curso a pessoa fica emocionalmente desmotivada, o que diminui a absorção de conhecimento.

Esses são apenas alguns dos motivos pelos quais muitas pessoas não conseguem aprender inglês efetiva e definitivamente. Mas, felizmente, existem algumas dicas que podem ajudar a driblar tudo isso.

O aprendizado de um novo idioma é algo muito individual e particular. Apesar disso, também é um processo composto por agentes que vão além do estudante e, então, é importante uma escolha assertiva sobre quem vai guiar esse caminho junto com você.

O primeiro passo é conhecer as propostas das escolas, checar o tempo de curso e entender se eles trabalham com uma metodologia ativa, alinhada à escala do Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR). Avaliar se o curso está preparado para suprir todas as suas necessidades é primordial para o desenvolvimento de uma base sólida do idioma.

Um ponto que reflete bastante a orientação do curso para os resultados é a preocupação com a mensuração do processo de aprendizado, para que seja possível tomar medidas de ajuste para maximizar a absorção do conhecimento e que ofereça instrumentos isentos para checar o que foi aprendido. Nesse sentido, aqueles que oferecem opções de certificações internacionais de proficiência, como as de Cambridge Assessment English, estão em vantagem, já que o aluno poderá somá-lo ao currículo para os processos de admissão, por exemplo.

Depois de tomar a decisão do melhor lugar para estudar, é com você! Adote uma postura melhor em relação aos estudos e leve mais a sério. Use a internet e o celular como aliados, assista séries em inglês e tente manter contato diário com a língua. Tudo isso vai tornar o aprendizado mais fácil e natural, fazendo com que se torne algo prazeroso e divertido. Dessa maneira você chegará ao seu objetivo!