Primeiras semanas de atividades a distância têm participação e interação dos estudantes e famílias

Primeiras semanas de atividades a distância têm participação e interação dos estudantes e famílias

Colégio São Luís Jesuítas

14 de abril de 2020 | 10h27

Colégio São Luís realiza aulas e rodas de conversa on-line e disponibiliza roteiros de atividades para que os estudantes continuem os estudos em casa no período de isolamento social para prevenção do Covid-19

Há três semanas o Colégio São Luís iniciou atividades a distância para os estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio. Garantir a aprendizagem e a conexão entre estudantes e professores, nesse período de isolamento social, têm sido as premissas desse trabalho. Certamente um desafio para educadores, estudantes e suas famílias. No entanto, o CSL registrou resultados positivos nas primeiras semanas, que demonstraram participação e interação dos estudantes e suas famílias com a escola e aprendizado para todos.

Para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I, conteúdos, atividades e algumas videoaulas dos professores são publicados semanalmente no Aplicativo do CSL, plataforma de comunicação já utilizada pelas famílias. De um total de aproximadamente mil alunos, foram mais de 10 mil visualizações dos roteiros por semana. O aplicativo possibilita acesso a qualquer momento, mas os roteiros são postados uma vez por semana, às segundas-feiras, e podem ser baixados de uma única vez.

Os professores, que não são nativos digitais como os estudantes, estão reinventando-se, demonstrando ousadia e criatividade para minimizar a falta do contato presencial e buscar diversificar as metodologias em cada nova atividade. Segundo o relato de famílias desses segmentos, os alunos se sentem motivados com as atividades escolares em casa, o que é importante para manter a rotina das crianças. Uma rotina que exige esforço, mas que tem sido produtiva. O compromisso e o engajamento de quem as acompanha em casa são fundamentais, e o Colégio tem buscado oferecer apoio às famílias. Há canais no aplicativo para conversar e tirar dúvidas com os professores e os orientadores educacionais, o que torna a comunicação entre pais e o colégio efetiva e possibilita, ainda, ouvir das famílias o que funcionou e o que não funcionou, assim como receber sugestões e fazer os ajustes necessários.

Além disso, o Colégio está trabalhando para ampliar os espaços de interação para esses segmentos, buscando manter o vínculo professor, aluno e entre os alunos. Como resultado, além dos roteiros de atividades, foram implantadas rodas de conversa entre os alunos e os professores da Educação Infantil ao 2.º ano do Ensino Fundamental, de 30 a 40 minutos, ao longo da semana, por meio da plataforma Teams, da Microsoft. As conversas buscam acolher e rever cada um, compartilhar as novidades, as experiências e como foram as atividades em casa, assim como realizar atividades em grupo, como uma contação de história. Para os estudantes do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, além de rodas de conversa, os encontros on-line são também mais uma oportunidade para que os alunos recebam explicações dos conteúdos, orientações sobre as atividades propostas e esclarecimento de dúvidas.

“A interação on-line com as professoras regentes e os professores especialistas é mais um elemento motivador para que a rotina de estudos em casa seja mantida, não apenas para a continuidade das aprendizagens, como também para o bem-estar dos alunos”, destaca Sergio Pfleger, coordenador dos segmentos Educação Infantil e Ensino Fundamental I.

Para os estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, os professores utilizam plataforma virtual de aprendizagem para disponibilizar conteúdos, atividades e realizar aulas remotas. Estudantes e professores encontram-se no ambiente virtual, com conversas por vídeo ou chat em tempo real, seguindo a grade horária já praticada por cada série. Com uma média de 1400 usuários ativos por dia – o que inclui professores, equipe pedagógica e aproximadamente 900 alunos -, por semana, foram mais de 100 mil mensagens de chat e 2900 ligações, chamadas ou conferências pelo Teams, ferramenta que já era utilizada pelos estudantes e professores. São cerca de 80 chamadas por dia para as sete séries que compõem os segmentos.

A presença dos alunos nas aulas remotas é registrada, associada às atividades preparadas pelos docentes e acompanhada pelos orientadores educacionais. Segundo a equipe pedagógica, há duas ou três faltas de alunos por dia, e, às vezes, não são ausências em todas as aulas. “Inicialmente, o maior desafio foi dominar o funcionamento, as características, alcances e limites da plataforma, mas a adesão dos alunos desde as primeiras aulas foi elevada. Os problemas que surgiram, foram e continuam sendo resolvidos um a um”, afirma Sandra Vaiteka, coordenadora do segmento Ensino Fundamenta II.

Os estudantes desses segmentos têm demonstrado articulação no aprendizado a distância. Beatriz Pimentel Siqueira, aluna do 6º ano, relata: “claro que tem alguns outro problemas, como: as pessoas retirando e voltando as pessoas na chamada. Claro que preferia das aulas na escola, mas, em minha opinião, estamos trabalhando bem aqui. Para mim, as aulas on-line têm sido um novo aprendizado e acho que para a maioria das pessoas também”.  Felipe Gonçalves Hungria, aluno do 6º ano, acrescenta: “as aulas a distância a princípio foram de difícil compreensão, mas, ao longo da semana, eu e meus colegas começamos a entender o mecanismo e fomos nos acostumando com a plataforma on-line. As aulas da segunda semana já estão mais fáceis de entender, e muito mais práticas, já entendo melhor os comandos do navegador, faço tarefas com mais calma, escrevo textos, crio Power Points e muito mais!”

“As aulas virtuais, a meu ver, estão dando muito certo principalmente se levarmos em consideração que tudo aconteceu muito rápido e estamos nas primeiras semanas de adaptação. Os professores estão conseguindo dar o conteúdo e conseguimos tirar as dúvidas tranquilamente. O maior desafio é se desprender de um ambiente normalmente ligado ao descanso e lazer e passar a vê-lo como um ambiente de estudo e trabalho”, conta Lavinia Oliveira, aluna da 3ª série do Ensino Médio.

Beatriz Gallian, orientadora educacional do 9º ano e da 1ª série do Ensino Médio, destaca: “sabíamos que a tecnologia poderia estar muito mais a nosso favor na escola, mas não tínhamos ideia do quanto. Isso parece um pouco contraditório, visto que, nossa luta diária era a desvinculação dos nossos alunos aos aparelhos celulares. Agora, o jogo virou, isso confirma minha convicção de que tudo é bom, basta que façamos um bom uso do que nos é apresentado. Esse foi o caso. O celular e o computador nunca foram tão necessários.”

Segundo Sandra Vaiteka, passados os primeiros dias de aulas, foi possível avançar para a avaliação das metodologias. “Pensar em uma transposição do nosso ambiente seguro e natural das aulas – a escola – para um modelo digital requer de nós um olhar constante, aula a aula, acerca da adequação das metodologias utilizadas”, afirma a coordenadora do Ensino Fundamental II. Sobre a busca por diversificação significativa de estratégias de aula, o coordenador do segmento Ensino Médio, Rafael Araújo conta: “já tivemos assembleias de classe no formato de vídeoconferências, uma mesa interdisciplinar com quatro professores participando ao mesmo tempo e com a mediação de dois estudantes, vídeos produzidos em casa pelos alunos como parte de estratégias de aula, aulas de Yoga e Educação Física”.

“A equipe está unida, presente, e isso dá um aporte muito grande a eles nesse processo. Nós, orientadores, entramos aula a aula, escutamos, mesmo que silenciosos, o desenvolvimento, dos alunos, da aula, as dúvidas, os questionamentos. Intervimos quando necessário…o resto é por conta deles. Creio que sairemos dessa quarentena muito mais criativos, sensíveis, valorizando a presença e os momentos que certamente retornarão dentre em breve”, destaca Beatriz Gallian.

Em mensagem enviada à escola, Carlos Alberto Balotta Barros de Oliveira, pai de alunas do 8º ano e 2ª série do Ensino Médio, compartilha sua experiência: “diariamente tenho acompanhado os estudos de minhas duas filhas e estou muito contente com a forma que estão atuando; além da qualidade com que o conteúdo didático está sendo ministrado, notei que os professores estão engajados em tranquilizar os alunos em relação ao momento que passamos. Confio plenamente no CSL mas confesso que superou minhas expectativas. Tenho certeza que juntos passaremos por mais essa. Obrigado.”

Para todos os segmentos, o Colégio São Luís segue trabalhando na qualificação do ensino remoto e para acompanhar da melhor forma a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes. As atividades propostas não são de reforço ou de recapitulação de conteúdos, apenas. Os professores seguem com os conteúdos programáticos e desenvolvendo as competências da Matriz Curricular a partir das ferramentas disponíveis. O Colégio está enfrentando o desafio de dosar a quantidade de atividades e trabalhar as questões socioemocionais que um período como esse pode oferecer à comunidade.

“Estamos todos juntos, partilhando as melhores experiências, auxiliando uns aos outros. O fortalecimento desse espírito de grupo entre os professores e equipe de série, e também entre os estudantes, certamente será um ponto positivo dessa experiência difícil que enfrentamos, conectados pelo uso das tecnologias, mas também pela cumplicidade”, destaca Rafael Araújo.

No mesmo período, o CSL publicou também uma página com uma série de outras atividades que podem ser realizadas em casa, como: possibilidades culturais nas diversas linguagens e para as diversas faixas etárias, atividades físicas, brincadeiras em família, dicas de culinária com receitas para uma alimentação saudável, dicas de leitura e filmes educativos, entre outras mais, com o intuito de ajudar as famílias a encontrarem um sentido maior nesse recolhimento, a fazerem boas escolhas e para que possa gerar mais conhecimento. A página foi a segunda mais acessada no site do Colégio nas últimas três semanas.

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.