O ambiente escolar como agente indireto da aprendizagem

O ambiente escolar como agente indireto da aprendizagem

Colégio São Luís Jesuítas

10 de setembro de 2019 | 16h20

A mudança de sede do CSL, prevista para 2020, pretende enriquecer a experiência educacional de alunos e professores

Nas últimas décadas, tem-se discutido a importância do espaço/ ambiente escolar no desenvolvimento e na aprendizagem de crianças e jovens, bem como nas relações entre pares e no papel do educador.

Pesquisas realizadas mostram que os espaços físicos escolares interferem positivamente no ensino, atuando como o terceiro educador (precedido pela família e pelo professor, respectivamente). Esses espaços devem possuir qualidades que os tornem capazes de promover relacionamentos agradáveis entre as pessoas; de gerar mudanças; de favorecer escolhas; e de propiciar aprendizagens.

Como forma de acompanhar os desafios impostos por essa nova conjuntura e oferecer aos alunos uma experiência de aprendizagem plena e enriquecedora, o projeto pedagógico do CSL 2020 contempla a construção de uma nova sede. Concebida para ser um espaço adequado a diferentes práticas pedagógicas, a arquitetura do novo prédio do Colégio São Luís assumirá um papel ativo nas experiências educacionais dos estudantes.

Assim, ao nos referirmos ao espaço escolar, temos em mente que ele é resultado de um conjunto de ambientes que devem proporcionar desafios e provocar interações e aprendizagens. Portanto, não pode ser considerado apenas um espaço físico: ele é temporal, relacional e funcional.

Na grande maioria das escolas brasileiras, porém, a estrutura e a disposição de móveis em sala de aula ainda reproduzem um modelo em que o conteúdo é passado de professor para aluno, com carteiras enfileiradas e todos voltados para a frente. Tradicionalmente, as escolas foram projetadas para obedecer a uma lógica que prioriza o ensino (sem necessária relação com a aprendizagem) e faz do professor o centro do processo.

“Atualmente, todos os projetos voltados para a área da educação, menos no Brasil e mais em outros países, já incorporam novas técnicas. As salas de aula, por exemplo, não podem mais ser as tradicionais, já que a dinâmica entre professor e aluno é muito diferente hoje”, observa Sérgio Athié, arquiteto e sócio do escritório Athié Wohnrath, responsável pelo projeto da nova sede do CSL.

Sabemos que hoje o desafio é preparar a criança e o jovem para viver em uma sociedade em constante transformação. Para tanto, deve-se desenvolver neles a capacidade de rápida adaptação, a criatividade, a colaboração, a responsabilidade, a autonomia e a competência para administrar os recursos tecnológicos existentes.

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