Estudo do Meio: um novo olhar sobre Paraty

Estudo do Meio: um novo olhar sobre Paraty

Colégio São Luís Jesuítas

25 Outubro 2018 | 10h00

Neste ano, a tradicional viagem do 9º ano a Paraty discutiu a preservação do patrimônio cultural e histórico

Em março, com a aprovação da candidatura de Paraty a patrimônio misto da humanidade pela UNESCO, a equipe de educadores começou a costurar sua proposta de estudo para a viagem do 9º ano à cidade. A conquista do município coloca em diálogo direto questões ligadas à preservação do patrimônio cultural e ambiental, conteúdos que compõem os programas de História e Geografia, respectivamente, para o Ensino Fundamental II.

A pedido dos alunos, o formato do projeto foi mantido em 2018: mais uma vez, atores sociais diferentes debaterão uma situação-problema buscando chegar a uma resolução. Neste ano, o tema a ser discutido aborda o próprio acolhimento da candidatura de Paraty pela UNESCO. Antes e durante a viagem, que aconteceu entre os dias 10 e 13 de setembro, os estudantes foram desafiados a dialogar com pessoas com diferentes opiniões e a refletir sobre questões como: “que memórias são priorizadas na escolha de um patrimônio a ser preservado?”; “como se define o que é patrimônio?”; “quem será favorecido, caso a cidade seja considerada, de fato, patrimônio misto?”.

A equipe de professores da série construiu um caderno de campo para que os estudantes assumissem o protagonismo de sua aprendizagem e aproveitassem integralmente a viagem para desenvolver procedimentos de investigação essenciais para essa fase do ciclo de Ensino Básico. Alunos que não puderam viajar também fizeram, durante as aulas, uma investigação profunda sobre aspectos conceituais fundamentais que darão suporte ao debate.

“A postura investigativa dos estudantes foi bastante elogiada em todos os locais visitados. A qualidade das questões levantadas por eles em campo chamou a atenção das comunidades tradicionais visitadas, dos guias locais e dos moradores da cidade”, comemora a professora de Geografia, Roberta Mouta. Houve, ainda, segundo ela, a possibilidade de conversar com um organizador da FLIP e de ver, in loco, um grupo de trabalho da própria UNESCO realizando uma visita técnica.

De volta ao Colégio, os alunos serão divididos em grupos e representarão diferentes atores sociais (empresários, guias de turismo, moradores da cidade, ambientalistas, artesãos, povos tradicionais, organizadores da FLIP, representantes do poder público e jornalistas). Sob orientação de um professor, cada equipe deverá, a partir do material colhido em campo, construir uma proposta de ação. Seja para confirmar ou retirar a candidatura, os alunos deverão defender suas ideias com argumentos consistentes. Pretende-se que, ao fim das discussões, eles consigam elaborar uma proposta de resolução que contemple as principais demandas dos atores sociais envolvidos.