Estudante aprende com o cotidiano da vida no campo

Estudante aprende com o cotidiano da vida no campo

Colégio São Luís Jesuítas

20 Julho 2015 | 10h52

Aprende a peneirar farinha e a cuidar de gado. Conhece outra realidade e tira lições da experiência

 

FOTO MISSÃO 2

“Quando cheguei à casa de Dona Nilza, viúva e mãe de dois filhos, na zona rural de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, o que encontrei foi completamente diferente de tudo o que imaginava. Apesar de estar longe dos parentes e amigos, das comodidades da cidade grande, a recepção da minha família temporária fez com que logo me acostumasse com a casa e o local.” É este o sentimento de Matheus Carvalho Resende, um dos 20 estudantes do 3ºEM do Colégio São Luís, depois de passar 10 dias de suas férias em uma comunidade rural, participando intensamente da vida no campo, acordando bem cedo e trabalhando na roça.

A viagem faz parte do projeto “Missão Rural – Experiência de Comunhão e Participação”, desenvolvido há 40 anos pelo São Luís e que insere os jovens no dia a dia de uma família no campo, sem direito a nenhum privilégio.  “O objetivo é fazer com que os estudantes vivenciem uma realidade diferente da que estão acostumados. O projeto permite desenvolver cidadãos mais conscientes da realidade social do País e ampliar o olhar para a importância do trabalho rural”, diz o assessor da coordenação cristã, Ceciélio Dias Cortes.

Matheus ficou hospedado na casa de Dona Nilza, onde moram os dois filhos dela, Felipe e Thiago, estudantes de Agronomia na universidade local. Além de um cachorro, que ele apelidou de Baleia, descrito pelos irmãos como ‘um bicho que teima em sobreviver’. “No começo, me sentia envergonhado, mas logo fui convidado para uma tarefa que, apesar de ser comum para eles, era um grande desafio para um jovem estudante de São Paulo: peneirar farinha de mandioca e ajudar a vendê-la na feira local. Essa era a única fonte do sustento da família e a fabricação não era nada fácil.”

FOTO MISSÃO

Nessa viagem, Matheus pode compreender melhor a situação da cidade, que, apesar do crescimento econômico, revela a desigualdade social existente no país e as dificuldades da vida no campo.  “Após uma semana, eu já estava acostumado a essa nova realidade; aprendi a cuidar do gado e a vender farinha por quilo. Minha pele ficou escurecida pelo sol; meu jeito de falar, mais calmo e meu corpo, habituado a levantar cedo.”

Além do trabalho e da rotina geral, o estudante ainda participou de eventos culturais da região, como um arraial no centro da cidade, com quadrilha,orações e forró. “A viagem estava chegando ao fim, e com ela a experiência de conhecer de perto a luta de pessoas de uma comunidade rural. Me despedi de todos e de tudo com um sorriso por ter encontrado pessoas tão boas”,  finalizou.