Registros e Roteiros

Registros e Roteiros

Escola Santi

03 Novembro 2016 | 12h10

Para o último período de avaliação do ano, reforçamos a importância dos registros e roteiros de estudo, como importantes aliados à autonomia e processo de aprendizagem dos alunos.

Já é sabida a importância de uma rotina de estudo como complemento aos processos de aprendizagem vividos na escola e preparação para os momentos avaliativos em cada área do conhecimento. Assim, é possível que o aluno perceba sua evolução, registre suas dúvidas, estabeleça relações e aprenda o que foi ensinado.

A organização de uma agenda semanal com tempos previstos para estudo diário e realização da lição de casa, um local adequado, organizado e silencioso, além dos materiais e recursos necessários, são fundamentais para a qualidade da rotina.

 

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Memória e aprendizagem

Além de ensinarmos e estimularmos nossos alunos e filhos a criarem e desenvolverem uma rotina de estudos em casa, há procedimentos realizados na escola – pelos alunos, orientados pelos professores – que ajudam não só a absorver melhor o conteúdo estudado, como facilitam a revisão posterior.

O registro é um destes importantes procedimentos. A realização de anotações no caderno vai muito além da simples cópia de conceitos a serem decorados. “O caderno deve ser construído de uma forma que permita ao aluno olhar os seus registros e resgatar a memória do processo que ele percorreu para construir esse caminho de conhecimento”, conta a professora de língua professora do 8° e 9° anos da Santi, Luciana Soares.

A primeira coisa que o professor deve construir com os alunos é um esquema com o panorama do caminho a ser percorrido para construir determinado conhecimento, de forma que, com esse plano de ação, o próprio aluno consiga se situar nesse percurso, avaliar em que ponto ele está e o que falta alcançar.

 

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As hipóteses iniciais de cada aluno e as primeiras conclusões das análises do assunto. Depois o conteúdo formal, esquematizado pelo professor e discutido em aula, as primeiras produções, seguintes hipóteses e finalmente a produção final. Tudo isso gera um registro que precisa estar no caderno para ser acessado futuramente.

E é importante não só ter o básico – as anotações e exercícios, como também criar um esquema de facilitadores visuais (recursos de destaque que ajudam a organizar o caderno e separar as informações mais relevantes) e usar registros de memória, anotações das discussões orais que se passam em sala e até mesmo de assuntos que a matéria fez você lembrar, seja um conteúdo de outra aula, ou até partes de livros ou filmes.

“Registrar suas próprias conclusões, reflexões e interrelações é importante. O caderno deve se configurar como um instrumento de trabalho pessoal, com valor afetivo, porque ele contém o seu processo, a forma como você interagiu com o conteúdo e o conhecimento que você mesmo construiu. Você só consegue interagir com aquilo que você entende”, explica Luciana.

 

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A importância de um bom roteiro

Outra prática importante e que integra casa e escola são os roteiros de estudos, que devem ir além das simples resoluções de exercícios. A partir dos roteiros, os alunos da Santi, desde o 4° ano, vão aprendendo e descobrindo as estratégias de estudo mais eficientes para eles, em cada área do conhecimento.

Nas aulas de matemática do fundamental 2, por exemplo, a professora Ana Bodião organiza os roteiros de estudo da seguinte forma: primeiro há uma seção para relembrar o conteúdo estudado e que traz questionamentos para o aluno pensar e fazer uma auto-regulação, identificando o que já sabe, sistematizando o que precisa trabalhar e elaborando dicas que o ajudarão a estudar aquele conteúdo e resolver exercícios.

Os exercícios da lista devem ser feitos em casa, pouco a pouco, e trazidos para a aula para correção, que é feita em grupos entre os próprios estudantes. Algumas vezes, os que dominam melhor determinado conteúdo podem ser monitores dos que têm dificuldades, uma importante oportunidade de colaboração. A professora dispara o gabarito e os próprios alunos gerenciam seus estudos – o que estão sabendo e no que precisam avançar, com apoio da professora.

“É fundamental que as listas de estudos não tenham só exercícios diretos, mas que provoquem questionamentos que façam os alunos pensarem e trabalharem com os próprios erros, além de irem em busca das informações necessárias para o estudo. O erro é uma oportunidade para a aprendizagem. Ao ser trabalhado com os alunos, eles perdem as amarras e não têm medo de errar porque sabem que esse erro será importante para todos discutirem e trabalharem juntos”, conta Ana.

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