Operação “Fim da Picada”

Operação “Fim da Picada”

Escola Santi

07 Março 2016 | 16h01

Alunos se unem em ações para conscientizar a comunidade sobre os riscos do mosquito Aedes aegypti e as formas de evitá-lo

 

Coloque terra nos vasos de plantas, cuidado com toldos e calhas, vire latas e garrafas e quaisquer outros recipientes que possam acumular água de cabeça para baixo. Há anos ouvimos diversas vezes as mesmas recomendações na TV, no rádio e em todo o lugar, antes alertando apenas sobre a dengue e, mais recentemente, também sobre os vírus da Zika e da Chikungunya. Depois de tanto tempo, e se tratando de um assunto tão importante, é certo que todos os paulistanos já estão completamente informados sobre os riscos do mosquito Aedes aegypti e como lidar com ele, não é?

A resposta conseguida pelos alunos do Fundamental 2 da Escola Santi é tão inesperada quanto preocupante: não.

Em ação interdisciplinar realizada desde o começo das aulas pelo professor de ciências naturais, Stefan Bovolon, os alunos do 6º ao 9º anos têm pesquisado, analisado dados e debatido informações sobre o mosquito, as diversas doenças por ele transmitidas e as principais medidas para impedir a sua disseminação, ligando cada questão a uma realidade social e fazendo com que os alunos pensem sobre as consequências dessa epidemia muito além do nível biológico.

 

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Cada turma ficou responsável por levantar dados sobre um tema específico ligado a esse assunto: o 6º ano pesquisa como cada país está se mobilizando para combater o Aedes e o vírus da Zika, o 7º ano está debatendo sobre os mecanismos necessários para a produção de vacinas para combater as doenças causadas pelo mosquito, tais como financiamento público ou privado, patentes e licenças para os laboratórios, o 8º ano analisa a relação entre o Zika Vírus com os casos de microcefalia registrados no Brasil, fazendo um levantamento da influência da doença no índice de natalidade, e o 9º ano ficou responsável pelo levantamento de dados estatísticos da epidemia do Zika Vírus desde o seu surgimento e pela análise e comparação de dados atuais.

Mas os debates não ficaram restritos às salas de aula de cada turma. “O objetivo do projeto é cruzarmos as disciplinas e fazer com que os alunos pensem o assunto de uma maneira global, tenham uma opinião crítica sobre o que está acontecendo”, conta Stefan Bovolon.


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Muito além disso, todas as séries também estão realizando ações para o combate ao mosquito junto à comunidade, atuando como pequenos agentes e aplicando os conhecimentos adquiridos em aula. Os alunos saíram pelo bairro do Paraíso e no entorno de suas casas identificando e registrando com fotografias possíveis focos do mosquito. Cada turma também elaborou um questionário e conversou com vizinhos e com pessoas nas ruas sobre o que elas sabiam sobre o mosquito e os vírus por ele transmitidos, obtendo respostas preocupantes:

“As pessoas que eu conversei não sabiam coisas básicas sobre o que poderia ou não ser o foco do mosquito ou como era a transmissão da doença, por exemplo, não sabiam que a água do vaso sanitário pode ser um foco e precisa ficar tampada. É muito legal que eu saiba isso e possa ajudar outras pessoas, dá vontade de estudar assim”, conta o aluno do 8º ano A, Eric Uhlendorff, no que é apoiado pelo amigo Felipe Milani, do 8º ano B:

“Comigo também aconteceu isso, nosso questionário era sobre o Zika vírus e as pessoas não sabiam que ele causa outras doenças além da microcefalia que são muito piores. Eu também não sabia nada do assunto antes, eu via falarem na TV, mas não entendia direito, então adorei que estamos vendo isso nas aulas e que agora eu sei tudo. É importante que as aulas falem de assuntos atuais que fazem parte da nossa vida, porque isso nos interessa e nós podemos passar pra outras pessoas e tomar atitudes pra ajudar”.

Você pode saber mais sobre essa ação dos alunos do Fundamental 2 através dessa matéria no Estadão ou dessa reportagem no Jornal da Cultura.

 

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Guardiões da escola ao combate!

Não são só os alunos do Fundamental 2 que estão envolvidos na pesquisa sobre o Aedes aegypti e na conscientização da comunidade. Tanto no fundamental 1 quanto na educação infantil, o assunto foi trazido à tona, para que as crianças também pudessem se inteirar e discutir sobre o assunto e, depois, passar esse conhecimento para o resto da escola e suas famílias.

No T4, a professora Roberta Mráz introduziu o assunto por meio de notícias e folders com ações preventivas, antes de partir para uma discussão sobre o assunto com os alunos, onde todos listaram ações que podemos ter para evitar a proliferação do mosquito. Depois, a turma saiu pela escola para fiscalizar os aspectos preventivos que listaram e passaram em outras turmas para compartilhar as dicas para evitar a proliferação do mosquito.

 

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Também no T5, com a ajuda da professora Fernanda Issa, as crianças trouxeram diversas dicas sobre como se proteger do mosquito e se livrar de possíveis focos, que foram transformadas em um infográfico construído junto com os alunos. Confira abaixo as dicas e ações contra o mosquito Aedes aegypti levantadas por nossos alunos do T5:

 

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