O que leva uma pessoa a escolher a profissão?

O que leva uma pessoa a escolher a profissão?

Escola Santi

14 Outubro 2015 | 14h50

A educação sempre foi o principal objetivo para o crescimento de uma nação e a sua importância na formação dos cidadãos é inegável. Porém, às vésperas do Dia do Professor, principal ator que faz girar a engrenagem da educação, números recentes apontam que o interesse pela carreira está em queda entre os jovens.

De acordo com o Censo da Educação Superior 2013, em 2011 foram registrados 238.107 concluintes do grau acadêmico. Já em 2012 o número diminuiu para 223.892 e em 2013 os formandos em licenciaturas foram 201.353. Uma queda em dois anos de cerca de 18,5%.

Independente das questões que empurram esses números para baixo, há um importante segmento de profissionais que abraçam essa carreira. Atualmente o estado de São Paulo conta com cerca de 250 mil docentes na rede estadual e 64 mil na municipal.

Mas quais serão os motivos que levam uma pessoa a escolher o professorado? Este questionamento foi feito para alguns dos professores que trabalham atualmente no quadro da Escola Santi, localizada no bairro do Paraíso, em São Paulo, e que atua há 46 anos no ensino de crianças e adolescentes, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II.

Na Santi, são dois os principais motivadores apontados pelos professores: a vocação para ensinar – muitas vezes notada desde a infância – e a vontade de atuar como um agente transformador nos novos cidadãos em formação.

 

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O professor Leandro Merenciano é um exemplo desta vocação que vem desde a infância. “Acredito que escolhi ser professor ainda pequeno, pois nas brincadeiras de crianças eu sempre queria o papel de professor, nunca o de aluno. Quando brincávamos sempre tentávamos representar aquilo que a gente mais gostava e eu via o professor como um modelo. Então decidi ser professor”.

Merenciano completa ainda, reforçando o motivo por ter escolhido lecionar nas séries iniciais. “É o momento em que a criança está aprendendo a ler e a escrever. Fazer parte da aprendizagem, de algo que levarão pra vida, é gratificante demais”.

 

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Outra professora da Escola Santi, Elisangela Florentino, atualmente lecionando para alunos do 4º ano, também percebeu sua vocação ainda na infância. “Ser professora já era um sonho de criança. Desde pequena eu brincava de ensinar as outras crianças e tinha até minha lousinha e o giz”. A formação do cidadão também é um dos fatores motivadores para Liz. “A escola é um lugar em que percebemos o quanto a educação e a formação das crianças são importantes. Atuo ao lado de uma faixa etária de formação da moral, em que se consegue ir além dos conteúdos necessários para o aprendizado. Ensinamos a eles a ser uma pessoa melhor e por isso continuo sendo professora. Acredito ser muito importante ver ali a criação de uma nova geração de novos seres humanos que vão liderar o mundo de um jeito diferente”.

 

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A transformação e o desenvolvimento das crianças também é o fator primordial para Maria Augusta Meneghelo, orientadora educacional do 6º ao 9º ano. “Escolhi ser professora porque acredito no poder que a gente tem de transformar as pessoas e o mundo, criando pessoas reflexivas, abertas e mostrando o quanto aprender é bom. Desenvolvê-las faz a gente se sentir uma pessoa melhor. Acredito no desenvolvimento do ser humano”, explica.

Stefan Bovolon, professor de ciências naturais, segue a mesma linha. “Decidi por essa carreira para poder ser útil de várias maneiras para a sociedade, não só para ajudar os meus alunos em seus percursos, mas também para fazê-los descobrir, desenvolver e aprender outras habilidades e formá-los como cidadãos mais conscientes”. Além disso, outro motivo não poderia faltar. “Há também a questão de gostar de ensinar”, completa.

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