Ilha do Cardoso é palco de pesquisa, documentação e aprendizagem para jovens de 11 e 12 anos

Ilha do Cardoso é palco de pesquisa, documentação e aprendizagem para jovens de 11 e 12 anos

Escola Santi

13 Agosto 2018 | 09h37

Para aprender mais sobre história, geografia e biologia, alunos do 7° ano da Escola Santi, visitam a Ilha do Cardoso, no litoral sul de São Paulo, com foco no desenvolvimento em competências para o século 21

Era cedo quando os alunos partiram para Iguape, a cerca de 250 quilômetros da capital. Até o fim da viagem, seriam alguns dias acompanhados por professores de Biologia e História pelo litoral sul de São Paulo em Cananéia, Ilha do Cardoso, e Ilha Comprida, orientados a refletir sobre a relação entre o meio ambiente e os seres humanos.

Atividades de Estudo do Meio como essa já são tradição na Santi. A vivência além muros, incentivada pela escola em múltiplas frentes, faz parte de uma abordagem que busca estimular a autonomia dos estudantes e aguçar suas diferentes habilidades. A iniciativa leva os alunos à procura in loco por respostas a questões levantadas em sala de aula e, ao mesmo tempo, os coloca longe de casa com desafios de convívio e independência em um ambiente desconhecido.

“Quando estão no estudo do meio, os estudantes colocam em jogo a resolução de problemas, o pensamento crítico e precisam de inteligência emocional para lidar com os conflitos pessoais e de convivência com o grupo”, explica a coordenadora pedagógica, Elaine Ruiz. Trata-se de um momento de colocar em prática habilidades relacionais desenvolvidas em diversas vivências prévias, como exercícios e trabalhos em grupo ou até mesmo de brincadeiras durante o recreio.

Nos estudos da viagem, por exemplo, o uso de celulares para investigação pedia dos alunos uma postura responsável e focada para que a atividade fosse realizada com cuidado e atenção.  Com o iNaturalist, aplicativo móvel que reúne de forma colaborativa dados sobre seres vivos do mundo todo, os estudantes aprendiam a fazer fotografias científicas para que pudessem identificar incontáveis espécies de plantas, fungos e animais.

Com o aplicativo iNaturalist, os alunos puderam fotografar e identificar espécies de animais, plantas e fungos.

Para o professor de ciências que acompanhou o grupo, Stefan Bovolon, o celular acaba sendo um grande facilitador. “Há um salto de qualidade na coleta de dados, mais precisos e de maior qualidade audiovisual”, diz. Para ele, a tecnologia não apenas sofistica as discussões sobre as descobertas em campo, como também instrumentaliza os alunos para o futuro: “eles aprendem a manipular essa tecnologia de modo que possam usar esse conhecimento em seu dia a dia”.

Celulares e câmeras fotográficas também foram utilizadas ainda em um segundo projeto. Além dos registros científicos, os alunos fotografaram paisagens sociais de Iguape e da Ilha do Cardoso para estudar a vida no local. Orientados por uma pergunta norteadora, o 7° ano fez uma curadoria de fotos que buscassem informar os espectadores sobre a como é a vida. O trabalho final, exibido no lançamento do livro “Desemparedamento da Infância”, também esteve em exposição no espaço da escola.

Ao final da viagem, alunos organizaram uma exposição de fotografias que retratassem a paisagem social de Iguape e da Ilha do Cardoso

A conjunção de competências socioemocionais e digitais desenvolvidas na Ilha do Cardoso teve sucesso. Para Vinícius Canabarro, aluno do 7° ano, “esse foi o melhor Estudo do Meio! Usei vários tipos de máquinas, algumas que mediam a velocidade da água, do vento e a salinidade da água, e também usei o celular”.